Deixe-me entrar

janeiro 28, 2011

 

por Janaina Pereira
 
 
Hollywood não perde tempo quando se trata de filmes europeus de sucesso. Tão logo foi anunciado o remake do ótimo longa sueco Deixa ela entrar, de Tomas Alfredson (2008), fiquei preocupada.

De cara, imaginei que iam destruir a doce história da pequena vampira que faz amizade com o menino branquelo, solitário e esquisito. Mas dos males o menor. Deixe-me entrar (Let me in), dirigida e adaptada por Matt Reeves que estreia nesta sexta, dia 28, copia praticamente toda a história sem, no entanto, ter o mesmo brilho do original.
 
O longa sueco consegue ser criativo mesmo tendo como foco um tema já batido: vampiros. O filme americano apenas repete isso, sem comprometer a história original, embora jogue um pouco mais de sangue nela. Dessa vez a trama sai da fria Suécia para um inverno no Novo México. Owen (Korin Smith-McPhee) é um menino de 12 anos, solitário e motivo de chacota na escola. Seus pais estão se separando e  ele está morando com a mãe, alcóolatra, que não dá a mínima para o filho.
 
Um dia ele conhece a também solitária e esquista Abby (Chloe Moretz, a menina prodígio da vez). Ela se mudou para o mesmo prédio de Owen mas, estranhamente, só aparece à noite. Uma série de assassinatos na vizinhança logo fazem de Abby e seu suposto pai (o sempre competente Richard Jenkins) os principais suspeitos. E a menina acaba revelando seu segredo a Owen que, ao invés de se afastar dela, passa a protegê-la.
 
Embora o casal de protagonistas aqui seja bom e convença, eles não têm a mesma empatia dos excelentes Kåre Hedebrant e Lina Leandersson, do filme original. Além disso, Deixe-me entrar perde na parte visual, muito mais elaborada e convincente na trama sueca, que possui uma fotografia bem bacana, especialmente na derradeira e sensacional sequência da piscina.
 
Mesmo com tantos ‘poréns’, o longa americano é um bom passatempo para quem gosta ou não de filmes de terror e não viu o original. Para os fieis e apaixonados fãs de Deixa ela entrar , como eu, este é só mais um remake desnecessário.

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