por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

O diretor argentino Daniel Burman apresentou nesta quinta, dia 30, seu mais recente trabalho: Dois Irmãos (Dos Hermanos), um filme aparentemente pequeno, mas de grandioso valor cinematográfico.

A trama gira em torno dos irmãos Marcos e Susana e percorre a vida dessa dupla que, com pensamentos diferentes, criaram uma dependência emocional ao longo dos anos e vivem os conflitos das relações familiares.

Graças  ao carisma e ao talento dos protagonistas Antonio Gasalia e Graciela Borges, Dois Irmãos desponta como um dos melhores filmes do Festival do Rio deste ano, provando que um grande filme começa com um grande roteiro. E um grande roteiro pode ser escrito a partir de uma ideia muito simples.

Outro destaque é América, primeiro longa do português João Nuno Pinto. A trama vale muito mais pelo tema palpitante – fluxos migratórios ilegais na periferia de Lisboa – do que pela forma como o tema é abordado. Mas o filme tem seu valor, afinal, mostrar que todo mundo é estrangeiro fora de seu país é de importância particular em épocas de globalização.


por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Grande vencedor do Festival de Veneza 2009, Líbano (Lebanon), dirigido por Samuel Maoz, foi o grande destaque desta quarta, dia 29, na 12ª edição do Festival do Rio. O longa fora exibido ano passado no encerramento da Mostra Internacional do Cinema de são Paulo.

O filme revisita as memórias pessoais do diretor, que atuou como soldado na guerra em que Israel invadiu o Líbano. Num clima claustrofóbico, a trama se passa o tempo todo dentro de um tanque. Nele ficam três soldados, que recebem sucessivas visitas de um major.

Os três soldados jamais saem dali. Só o armeiro vê alguma coisa do lado de fora pela pequena escotilha que lhe serve para mirar. O espectador compartilha do que eles vêem e do desespero de seus sentimentos.

Tenso e contundente, Líbano é um filme imperdível em boa parte por causa da qualidade de seu roteiro, que faz uma abordagem inovadora da guerra. Pena que, pelo jeito, vai passar longe do circuito comercial.

 

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

A premiére do filme Malu de Bicicleta, que aconteceu nesta noite no Cine Odeon foi, até agora, a que reuniu o maior número de celebridades no tapete vermelho da 12ª edição do Festival do Rio.

Além dos protagonistas do filme, Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas (foto), prestigiaram o evento os atores Marcos Palmeira, Sérgio Marone, Guilhermina Guinle, Fernanda Paes Leme, Juliana Baroni, Bruno Mazzeo, Otávio Müller, Marjorie Estiano, Eriberto Leão, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Slaviero, a coreógrafa Deborah Colker, o músico Dado Villa-Lobos e o escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o filme.

O longa dirigido por Flávio Tambellini tem estreia nacional marcada para 3 de dezembro e, depois de conquistar os prêmios de melhor ator e atriz no Festival de Paulínea, em julho, está bem cotado para levar o Redentor, prêmio que o Festival do Rio concede às melhores produções nacionais.

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

A comédia Elvis e Madona é, até o momento, o principal destaque da Premiére Brasil, a mostra de filmes brasileiros que acontece durante o Festival do Rio.

O filme, que estreia dia 28 de janeiro e já foi exibido no Festival Mix, em São Paulo, teve exibição na noite de hoje no cinema Odeon. Dirigido por Marcelo Laffitte e estrelado por Simone Spoladore e Igor Cotrim (foto), nos papeis da lésbica Elvis e do transexual Madona, a comédia conquistou a plateia e arrancou muitas risadas.

Antes da exibição, acompanhado por uma numerosa equipe que lotou o palco do Odeon, o diretor aproveitou para ‘agradecer’ aos não patrocinadores do filme.

 “Aos não patrocinadores porque há 10 anos tento fazer esse filme e se alguém tivesse me patrocinado naquela época, não teria feito essa história do que jeito que ela está hoje. Eu não estaria aqui.”

Festival do Rio – 3º dia

setembro 26, 2010

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Expectativa, esta é a palavra-chave do Festival do Rio deste ano. Os principais títulos prometidos pelo Festival ainda não chegaram e o público espera pacientemente para conseguir o almejado ingresso.

Com uma lista rica em títulos já premiados lá fora, e outrso tantos badalados pela crítica, a corrida para conseguir cadeira nas sessões mais prestigiadas vai ser intensa. Por enquanto, está tudo em banho maria porque boa parte dos filmes mais cotados da 12ª edição do Festival do Rio ainda não entrou no sistema de venda de ingressos.

Somewhere, de Sofia Coppola, Machete, de Robert Rodriguez, e Atração Perigosa, de Ben Affleck, exibidos recentemente no Festival de Veneza, ainda não chegaram ao Rio.

Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos, de Woody Allen, The Killer Inside Me, de Michael Winterbottom e a última Palma de Ouro em Cannes, Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas, de Apichatpong Weerasethakul, também não foram disponibilizados ao público.

Entre os campeões de bilheteria até o momento estão Plata Quemada, de Marcelo Pyñero, Copie Conforme, de Abbas Kiarostami (Melhor Atriz para Juliette Binoche (foto) em Cannes deste ano) e Scott Pilgrim Contra o Mundo, os filmes mais procurados pelo público até agora.

Festival do Rio – 2º Dia

setembro 25, 2010

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Dentre os mais de 300 filmes da programação do Festival do Rio, destacam-se os vencedores de dois dos maiores festivais de cinema do mundo, Cannes e Veneza.

O tailandês Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas, de Apichatpong Weerasethakul, levou a Palma de Ouro em Cannes este ano contanto a história de um homem doente que conta com a ajuda do espírito de sua mulher.

Somewhere, de Sofia Coppola, fala sobre um ator de Hollywood que tem sua rotina modificada depois de receber a visita de sua filha, ganhou o Leão de Ouro em Veneza no último dia 11.

Outras obras premiadas em Cannes e Veneza também estarão no Rio. Direto de Cannes virão Turnê, de Mathieu Amalric, prêmio de melhor direção; Des Hommes Et Des Dieux, de Xavier Beauvois, o prêmio do júri; Poesia, de Lee Changdong, melhor roteiro; e Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami, melhor atriz para Juliette Binoche.

De Veneza, o longa Essential Killing, de Jerzy Skolimowski, que levou o prêmio de melhor ator para Vincent Gallo (foto) e prêmio especial do júri, foi exibido ontem à noite, em sessão de gala, com a presença do diretor.

Festival do Rio – 1º Dia

setembro 24, 2010

 

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

O prestigiado tapete vermelho da primeira noite do Festival do Rio contou com a presença do elenco do filme de abertura, A Suprema Felicidade, e vários convidados.

Além do diretor Arnaldo Jabor, que retorna ao cinema depois de um hiato de quase duas décadas, compareceram ao evento os atores Marco Nanini, Ary Fontoura, Betty Faria, Fernanda Torres, Dan Stulbach, Jayme Matarazzo, Mariana Lima Marcelo Serrado e Guilhermina Guinle, além de Elke Maravilha e Gretchen. Também estiveram presentes os cineastas Andrucha Waddington, vindo dos Festivais de Veneza e Toronto, e Guel Arraes.

Dentro do Cine Odeon, onde tradicionalmente acontece a abertura do festival, faltou espaço para a quantidade de convidados e muitos tiveram que improvisar assentos nas escadas.

No discurso de abertura, as diretoras do evento, Walkiria Barbosa e Ilda Santiago, lembraram que é preciso ficar atento à lei do direito autoral. Já Arnaldo Jabor elogiou a força do Festival, acrescentando que ele representa o renascimento cultural da cidade do Rio de Janeiro.

Vem ai Festival do Rio 2010

setembro 23, 2010

 

 Por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

 

A 12ª edição do Festival do Rio começa nesta quinta-feira (23) e traz em sua programação 300 filmes projetados em 20 salas espalhadas pela cidade. Para a abertura, o longa escolhido foi A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor, que será exibido em sessão especial para convidados. O público começa a acompanhar o Festival a partir desta sexta (24).

Considerado o maior evento audiovisual da América Latina, o Festival do Rio deste ano destaca o cinema argentino, que terá uma retrospectiva de alguns de seus cineastas. Os diretores Marcelo Piñeyro, diretor de O que Você Faria? (2005), filme pelo qual ganhou seis prêmios Goya, e Daniel Burman, considerado um dos expoentes do atual cinema argentino, virão ao Rio para participar do Festival.

O escritor José Saramago será o homenageado da vez, com a exibição do documentário José & Pilar, uma visão intimista da rotina do escritor no final de sua vida. Uma das visitas mais esperadas é a da jornalista espanhola Pilar del Río, viúva de Saramago, que chega ao Rio para apresentar o filme. Mas a grande atração das mostras de cinema são as estrelas que pisam no tapete vermelho e o Festival do Rio mantém a tradição. Já confirmaram  presença na cidade maravilhosa a inglesa Charlotte Rampling e os americanos Bill Pullman e Michael Madsen, ator conhecido por seus papéis em filmes de Quentin Tarantino.

O encerramento do Festival ficará nas mãos do diretor brasileiro Andrucha Waddington e seu mais recente filme, Lope, apresentado na última edição do Festival de Veneza e pré-selecionado para representar a Espanha no Oscar.

Além de projetar filmes e receber a visita de personagens ilustres do cinema, o Festival do Rio inclui em sua programação outras atividades como ciclos de filmes e debates sobre autores, além de seminários, mesas-redondas e encontros para fomentar novos acordos e impulsionar a indústria cinematográfica brasileira.

Este ano, o cineasta escolhido para ter sua obra analisada é o franco-polonês Roman Polanski. Uma série de debates vão discutir os filmes do polêmico diretor, que, no entanto, não virá ao Rio.

O Festival do Rio acontece até dia 7 de outubro.

O que Veneza não viu

setembro 12, 2010

Por Janaina Pereira, de Veneza

O Festival de Cinema de Veneza chegou ao fim neste sábado, dia 11, com a premiação de Somewhere, de Sofia Coppola (na foto em entrevista à imprensa após a premiação). Desde sua primeira exibição, no terceiro dia do Festival, o longa era apontado como favorito, e o júri presidido pelo cineasta americano Quentin Tarantino confirmou o que muita gente esperava, mas não admitia: um filme para grande plateia acabou vencendo.

Mas sempre é possível ver um festival de cinema por outro ângulo. Veneza trouxe excelentes produções que passaram desapercebidas e merecem atenção daqueles que gostam de um bom filme e, especialmente, de produções que fujam da mesmice.

O alemão Drei, de Tom Tykwer, foi um desses casos. A história de um triângulo amoroso nada convencional – um casal se relaciona com um homem sem saber da traição mútua – contada de forma delicada e com bom humor, merece uma olhada. Apesar das inúmeras cenas de sexo, o diretor Tykwer brinca com as imagens sem apelar, mostrando que é possível ter bom gosto mesmo quando o assunto é polêmico.

Outro filme interessante é Road to Nowhere, de Monte Hellman. No melhor estilo David Lynch, o diretor conta a história de um jovem cineasta que se envolve com a atriz principal de seu filme que, talvez, não seja exatamente o que – e quem – ele pensa. E o velho “filme dentro do filme” mas que funciona graças à habilidade da câmera de Hellman.

Também vale uma olhada no épico italiano Noi Credevamo, de Mario Martone. Embora o filme exiga muita paciência para o cinéfilo – são mais de três horas de projeção – é uma obra imprencidivel para quem gosta de filmes históricos. Martone narra a unificação italiana de modo grandioso como a própria história do pais, fazendo uma produção que já nasceu como clássica. O próprio diretor afirmou em Veneza que se trata de um filme importante para a Itália, especialmente em um ano que o pais completa 150 anos da unificação.

Embora não tenha ganho prêmios, a Itália teve bons filmes exibidos no festival, nem sempre vistos com a atenção merecida. Outro longa italiano imperdível é Sorelle Mai, novo trabalho de Marco Bellochio, o diretor de Vincere, atualmente em cartaz no Brasil. Mas, ao contrário de Vincere, dessa vez Bellochio faz um filme minimalista, narrando a história de um jovem cineasta em crise e sua irmã que tenta ser atriz e ainda precisa cuidar da filha adolescente.

Imperdível também é o francês Venus Noire, (“Vênus Negra”, em tradução livre) do cineasta tunisiano radicado na França Abdellatif Kechiche. Chocante, porém necessário,  conta a história de uma mulher africana, interpretada pela brilhante atriz cubana Yahima Torres, humilhada devido a seus genitais deformados.

A triste e real história da sul-africana Saartjie Barman, símbolo da segregação racial, é protagonizada com brilhantismo por Yahima, que chegou a engordar 13 quilos para fazer o papel. Aos 30 anos, ela estreia como atriz em um papel forte e difícil, aparecendo nua sem reservas .

Kechiche, autor de O Segredo do Grão, que competiu em Veneza no ano de 2007, saiu do Festival sem o devido reconhecido, mas vale a pena conferir  a história dessa mulher exuberante, que no fim do século XVIII viajou da África à Europa perseguindo o sonho da fama como bailarina, mas que acabou vendida e exposta como um animal, estudada devido a seu corpo e genitália estranhos para os padrões europeus.

O longa é daqueles que incomoda, com repetidas cenas do espetáculo  montado para exibir Saartjie em Londres e Paris, mas Kechiche consegue envolver o espectador. É o típico filme que faz a gente parar para pensar em que mundo vivemos.

O mexicano Martha é outro filme que tem uma mulher como foco da trama. Dessa vez a personagem é uma senhora de 75 anos que perde o emprego de toda sua vida. Ao ser substituída por um computador ela fica desolada e decide se suicidar. Dirigido pelo jovem Marcelino Islas Hernandez, de apenas 26 anos, o longa foi o único representante do México na Semana de Críticos do Festival.

Por fim, a última dica do que Veneza viu – ou não viu como deveria ver – é Post Mortem, do chileno Pablo Larrain. Bastante comentado por aqui, o longa saiu de mãos abanando, sem nenhum prêmio, o que fez ser apontado como o mais injustiçado do Festival.

Larrain faz uma autópsia da morte de Salvador Alende do ponto de vista de um homem solitário que acaba, sem querer, se envolvendo com um dos momentos mais cruéis do Chile: a morte de Alende e a ascensão de Pinochet ao poder.

Opções de filmes interessantes não faltam, agora é esperar que eles cheguem ao Brasil, em Festivais ou em circuito, para que o público possa apreciar o que Veneza esnobou.

por Janaina Pereira, de Veneza

 

Quando Sofia Coppola pisou no tapete vermelho do Palazzo del Cinema, às 18h45, estava claro que ela ganharia um prêmio. O que ninguém esperava era a vitória da filha de Francis Ford Coppola como melhor filme. Sim, o Leão e dela. Somewhere, que foi a primeira produção a ser apontada como favorita por aqui, levou o Leão de Ouro e causou um mal estar enorme entre a imprensa. Explico. Os jornalistas não acompanham a cerimônia no Palazzo, e sim na sala de imprensa, em enormes telas. Na hora do anúncio do prêmio foi uma vaia só. Na coletiva do presidente do juri Quentin Tarantino, logo apos a premiação, a vaia foi maior ainda.

Acusado de favorecer Sofia por serem amigos, Tarantino explicou que ele nao decidiu o prêmio sozinho. “O juri decidiu por unanimidade, eu nao escolhi Somewhere, foi o juri em comum acordo”, explicou. Nao convenceu. Bombardeado pelos jornalistas, Tarantino se recusou a explicar a nao premiacao de filmes italianos e de Post Mortem, um dos preferidos da imprensa.

“Nao é justo com o resto do juri nem com os diretores dos filmes eu falar porque eles não foram premiados. Não vou falar de quem naão ganhou, só de quem venceu.”

Sofia Coppola foi comedida em suas palavras de agradecimento e também na entrevista à imprensa. Ressaltando sempre a origem italiana, disse que não vai atuar mais e que o prêmio a incentiva a continuar trilhando o caminho de fazer filmes de um ponto de vista pessoal. Ao final da coletiva, deu um forte abraço em Tarantino, o que causou risadas e cochichos dos jornalistas.

Desde que pisei em Veneza percebi uma certa aversão dos italianos a Quentin Tarantino. Em um ano marcado pelas declarações de que o Festival de Veneza não iria se render a Hollywood, colocar o mais pop cineasta americano como presidente do juri, e ele premiar uma das jovens diretoras mais cult do cinema dos EUA, foi bem contraditório.

De qualquer forma,  premiação nunca agrada todo mundo mesmo. A única unanimidade entre público e critica foram os dois premios a Alex de la Iglesias por seu Balada Triste de Trompeta. Apontado como um dos favoritos ao Leão de Ouro, o cineasta ficou com o Leão de Prata de melhor direção e o prêmio de melhor roteiro. Na coletiva, Leão em punho, agradeceu aos amigos Tarantino e Guillermo Arriaga, um dos membros do juri, e disse que a premiaçãoo e importante para o cinema espanhol.

O prêmio de melhor ator foi para Vincento Gallo, que não veio a Veneza, por sua atuação contundente em Essential Killing. O longa de Jerzy Skolimowski ganhou também o prêmio especial do juri. A melhor atriz foi a jovem Ariane Labed, de Attenberg, um filme grego que não agradou muito por aqui. Derrubando as poderosas Natalie Portman, Catherine Deneuve e a revelação cubana Yahima Torres, a bela Ariane arrancou elogios de Tarantino na coletiva e disse que o prêmio não era apenas pelo filme, mas por toda sua dedicação ao cinema.

A atriz Mila Kunis, de Black Swan, ganhou o prêmio Marcelo Mastroianni de revelação e Monte Hellman, diretor de Road to Nowhere, o Leão Especial pelo conjunto da obra. Na Mostra Horizonte, o prêmio foi para Verano de Goliat, de Nicolas Pereda.

Antes da premiação, o dia transcorreu sem maiores agitos por aqui e duas personalidades passaram totalmente desapercebidas. O brasileiro Andrucha Waddington, que veio lançar Lope fora de competição, participou de uma coletiva com apenas 15 jornalistas. E a “rainha” Helen Mirren marcou presença em longa, porem vazia, coletiva de imprensa para falar de The Tempest, de Julie Taymér, o filme que está encerrando o Festival de Veneza neste momento. Ao final do encontro com os jornalistas, Helen distribuiu autógrafos com paciência e simpatia.

Veneza chega ao fim mas tem muito mais cinema vindo por ai. Vejo vocês em algumas semanas no Festival do Rio. Grazie e arrivederci.