A Mulher Invisível

maio 31, 2009

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por Janaina Pereira

Difícil Luana Piovani passar desapercebida. Graças à sua beleza ou às suas atitudes polêmicas (e namorados idem), ela está sempre na mídia. Por isso não deixa de ser lúdico o papel da atriz no filme A mulher invisível, de Cláudio Torres, estreia nacional da próxima sexta, 5. Ao mesmo tempo em que encarna a mulher ideal, Luana só é vista pelos olhos de Pedro, personagem do versátil Selton Mello (daí o título do filme). Com estes elementos, esta comédia romântica deve arrastar uma multidão aos cinemas e confirmar a boa fase das produções brasileiras – que vem apostando, com sucesso, em comédias simpáticas com atores carismáticos.

A história começa com o fim do casamento do controlador de trânsito Pedro que, desiludido, resolve se ‘fechar’ para o mundo. Um dia, sua vizinha Amanda (Luana) bate à porta de seu apartamento para pedir uma xícara de açúcar. Diante daquela jovem linda, sexy e simpática, Pedro se apaixona à primeira vista. Aos poucos, Amanda vai se mostrando a mulher ideal: dedicada, companheira, sempre disposta a ajudar o parceiro, ela está ao lado de Pedro a todo o momento – entende até de futebol! -, fazendo com que o rapaz se envolva cada vez mais.

Enquanto isso, Carlos (Vladmir Britcha), o melhor amigo do controlador de trânsito, começa a desconfiar deste romance. Cético, do tipo que nunca se relaciona seriamente, ele duvida que possa existir alguém tão maravilhoso que valha a pena se envolver. Para completar o ‘quadrilátero’ amoroso temos ainda a vizinha de Pedro, Vitória (Maria Manoella), que se apaixona por ele de tanto ouvi-lo pela parede do apartamento.

Mas Pedro não quer saber de nada do que acontece ao seu redor, até começar a desconfiar que Amanda é tão perfeita… que simplesmente não existe. A partir daí a história garante boas risadas, graças à atuação de Selton, especialmente nas cenas em que parece beijar e agarrar Luana, mas na verdade ele está contracenando com o vazio.

Apesar de tentarem ‘vender’ a ideia de que Luana Piovani rouba o filme – de fato, a coleção de calcinhas e sutiãs que ela desfila em cena são lindas, e a atriz está deslumbrante – quem carrega A Mulher Invisível nas costas é mesmo Selton Mello, mostrando porque, atualmente, sua presença é tão disputada nos filmes brasileiros. Vale citar também a atuação de Fernanda Torres, irmã do diretor, no papel de Lúcia, a irmã de Vitória. Divertida como sempre, Fernandinha dá show e tem as cenas mais engraçadas do filme.

A Mulher Invisível é uma comédia leve e despretensiosa, que mostra um Rio de Janeiro engarrafado, mas ainda belo, e personagens que a gente simpatiza facilmente. É daqueles filmes redondos (roteiro, direção, elenco, tudo funciona direitinho), em que se percebe o quanto foi prazeroso fazê-lo – da mesma forma que é muito legal assisti-lo.

A Mulher Invisível – Brasil, 2009
Gênero: Comédia
Estúdio: Conspiração Filmes / Globo Filmes / Warner Bros.
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Cláudio Torres
Roteiro: Cláudio Torres
Produção: Luiz Noronha e Eliana Soárez
Fotografia: Ralph Strelow
Desenho de Produção: Cecília Grosso
Direção de Arte: Denis Netto e Joana Mureb
Figurino: Marcelo Pies 
Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luísa Mendonça, Lúcio Mauro

Donkey Xote

maio 30, 2009

Por César Freitas*

Eu me confesso um apaixonado por animação e é sempre uma boa surpresa quando vemos alguma que foge do eixo dos Estados Unidos e Japão, países que mais exportam este tipo de produção.
 
Minha surpresa com Donkey Xote, vinda da Espanha (para quem não sabe, um dos grandes celeiros de produção de animações da Europa) começou pelo trailer – o filme estreou ontem nos cinemas. Ele inicia assim: “Dos mesmos produtores que assistiram o sucesso de Shrek”.  Sem dúvida uma frase de efeito que pode significar que a produção tem um excelente humor ou gastou tudo com esta piada.
 
Donkey Xote mostrou que a escola espanhola de animação tem muito a oferecer, tanto em matéria de técnica como de roteiro, que por sinal é bem divertido. O filme não é perfeito, tem um problema que ocorre com quase todas as comédias – não mantém o pique o tempo todo – mas isso não compromete o resultado, graças há algumas passagens hilárias.
 
Para quem conhece bem as aventuras e desventuras de Don Quixote vai descobrir que os roteiristas subverteram as origens do personagem e o transformaram em uma celebridade, tudo por causa de um livro que conta suas aventuras e vira um verdadeiro best seller. Por isso, todos querem ser Don Quixote e ele tem que provar que é o verdadeiro.

No filme ele vai atrás de sua amada e tem que enfrentar um grande torneio para ter direito à sua mão. Isso sem antes fugir de um casamento arranjado, de intermináveis brigas com seu escudeiro, e ainda montar um cavalo pra lá de covarde, que é uma espécie de “coronel” em um galinheiro.

Com ótimas referências a algumas animações, inclusive Shrek – o Burro do Sancho Pança é igual ao burro do Shrek –  Donkey Xote tem um bom ritmo e consegue divertir fazendo valer o ingresso.
 
É uma grande pena que tenhamos poucas oportunidades de ver mais animações de outros países, e quando isso acontece devemos aproveitar.

* César Freitas é apresentador do programa HQ & Cia, da All TV, e escreveu esta crítica à convite do Cinemmarte.

Os Falsários

maio 29, 2009

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por Janaina Pereira

Os anos passam mas um assunto nunca morre: a guerra. Filmes sobre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial ainda causam impacto graças às histórias baseadas em fatos reais que continuam surgindo, o que mostra que o tema está longe de se esgotar. Estreia hoje Os falsários, (Die Fälscher), do austríaco Stefan Ruzowitzky, vencedor do Oscar 2008 de filme estrangeiro; uma história no mínimo curiosa envolvendo judeus e alemães.

Em plena Segunda Guerra, o falsificador Salomon “Sally” Sorowitsch (Karl Markowics) é um artista da cópia. Com seu talento para forjar documentos, ganha dinheiro e notoriedade como criminoso. Mas ele é judeu e acaba preso. Enviado a um campo de concentração, começa a prestar favores aos alemães para se manter vivo.

Em1944, os nazistas transferem o falsificador para outro campo com um objetivo: gerenciar um grupo de prisioneiros na maior falsificação de dinheiro da história. Eles ganham teto, comida e algum conforto. Mas nunca paz. Ao som das bombas e dos fuzilamentos, “Sally” e seus ajudantes se questionam sobre os limites da sobrevivência diante do maior crime de todos: ajudar os nazistas a ganhar a Guerra.

A dúvida moral dos personagens é o grande trunfo do filme – e o que o torna brilhante. Afinal, aqueles judeus estavam trabalhando para o inimigo. Se não o fizessem, morreriam na certa. E é justamente neste ponto que a produção se aprofunda, fazendo o público se questionar junto com os personagens. O que é mais importante, o país ou a própria vida?

Vários filmes já trataram da questão do Holocausto e do nazismo, mas poucos conseguiram levantar tantas questões moralmente conflitantes como este. Totalmente sustentado em sua história, Os falsários é um filme de roteiro, que faz com que todo o resto funcione – direção segura, ótimas fotografia, montagem e direção de arte e atuações memoráveis do elenco, especialmente do protagonista Karl Markowics, que consegue com o olhar expressar os sentimentos dúbios que afligem seu personagem.

Os falsários entra, com louvor, para a seleção dos melhores filmes de guerra – sem apelos dramáticos ou judeus exaustivamente sendo mortos, mas retratando mais um capítulo desse lado obscuro da história mundial.

(Die Fälscher / The Counterfeiters, Áustria/ Alemanha 2007)
Direção: Stefan Ruzowitzky
Roteiro: Stefan Ruzowitzky (roteiro), Adolf Burger (livro)
Gênero: Drama/Guerra
Origem: Alemanha/Áustria
Duração: 98 minutos
Distribuidora: Europa Filmes

O Sal desse Mar

maio 28, 2009

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Por Janaina Pereira

No Brasil, criamos barreiras entre as pessoas por causa de sua origem. Sotaques diferentes provocam desconforto e transformam brasileiros em estrangeiros dentro do nosso próprio País. Eu, uma carioca que mora em São Paulo há tempos, que o diga.

Já perdi as contas de quantas vezes me senti uma intrusa, só porque o meu modo de falar não é igual ao dos ‘nativos.’ Mas, no Rio, todo mundo diz que agora eu falo como paulista. Ou seja, não tenho mais identidade. É justamente a perda de identidade o fio da meada de O Sal desse Mar, de Annemarie Jacir, filme que abre hoje a mostra III Imagens do Oriente. 

Durante quase duas horas acompanhamos a jovem Soraya, nascida e criada em Nova York, em seu regresso à Palestina, País do qual sua família foi deportada em 1948. Sua chegada já mostra o que veremos pela frente: revistada de maneira minuciosa no aeroporto, Soraya não se intimida e busca criar raízes no lugar que escolheu para viver.

Ela tenta recuperar as economias dos avós, congeladas num banco, mas é mal-sucedida. Conhece Emad, jovem com um desejo contrário ao seu – quer sair de lá para nunca mais voltar – e com ele inicia um flerte. Arruma emprego. Aluga uma casa. Procura conhecer a origem de sua família, seguindo os passos que seu avô e seu pai deram antes de serem deportados. Mas nada disso faz com que seja benvinda nos locais por onde passa.

Sem identidade dentro do lugar que tanto sonhou morar, Soraya resolve conquistar sua liberdade e escapar das amarras inerentes à situação palestina. Seu plano inclui um assalto, o desejo de ficar na clandestinidade  e a vontade de permanecer na Palestina. Tudo parece perfeito, mas há muito mais em jogo do que ela poderia imaginar.

Com lirismo, o filme mostra, pelo olhar de Soraya, como a guerra e a dor dividiram a Palestina.  Cidadãos discriminados e rechaçados, leis rigorosas, medo, culpa e muita revolta tomam conta da população e servem para mostrar ao Ocidente um pouco da história cruel que cerca essas pessoas.

O Sal desse Mar  é uma obra para toda a Palestina, para o mundo árabe e para nós, ocidentais, pois serve para refletirmos que não é um sotaque, nem uma religião, muito menos a região em que nascemos que determina quem  somos.

Estação Espacial 3D

maio 27, 2009

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por Fábio Camargo
 
Minha primeira experiência com óculos 3D foi com um joguinho de computador do Jurassic Park, onde eu passeava por um museu parecido com o do filme. Mas isso foi há muitos anos, quando eu nem sabia o que raios era 3D. Anos depois, lembro de algo parecido no Hopi Hari, mas não chegava a ser uma Brastemp. No Brasil, tudo sempre nos deixa com um gostinho de quero mais, deixando sempre algo a desejar. E agora nós temos o IMAX, no Shopping Bourbon. Apesar de meu querido amigo e colega jornalista Gabriel Morato discordar, afirmando que o IMAX brazuca é muito fraco – comparado ao estadunidense, of course -, nas três oportunidades que tive naquela sala, não tenho do que reclamar. Primeiro, foi com o estreante Fundo do Mar; depois, Batman e o incrível Coringa de Heath Ledger. E agora, chegou a vez de Estação Espacial 3D – nos cinemas a partir de sexta, 29.

Filmado entre dezembro de 1998 e agosto de 2001, o documentário traz a história do maior feito tecnológico e científico desde o pouso do homem na Lua – a construção da Estação Espacial Internacional (ISS), uma missão de cooperação global entre 16 nações – entre elas, o Brasil. Durante os 47 minutos do filme, o espectador é guiado pelos astronautas responsáveis pela construção ISS. Não, ninguém mandou o Lars von Trier e o Martin Scorsese numa missão espacial. Os próprios astronautas da ISS foram treinados especialmente para operar as câmeras 3D. 

Uma câmera interna, chamada de IMAX3D, registrou o cotidiano técnico da equipe. Tem “banho de gato” com toalha molhada; pipoca, frutas e jujuba em órbita – até que alguém resolva comê-las; um cortando o cabelo do outro com um aspirador do lado, prá não deixar que os fios voem nave adentro. Tudo em prol da higiene e da praticidade. E, com o óculos 3D, você acha que as jujubas vão machucar os teus olhos, e que a laranja vai fazer um galo na sua testa. Isso também acontece quando você vê água, ferramentas e canetas flutuando. Quer dizer, para não sumir, as canetas estão sempre presas por um fio – prática que eu deveria me acostumar. Mas fique calmo, pois nada vai te machucar. Na dúvida, tire os óculos especiais..

A câmera externa foi fixada no compartimento de carga do Ônibus Espacial, e participou de sete missões entre a Terra e a ISS. E é por esta lente que o espectador confere o lado prático da construção da estação, quando os astronautas vestem aquele equipamento pesado e ultra seguro, manuseando braços mecânicos para encaixar peças de até sete toneladas. Como um dos tripulantes afirmou, “isso sim é pressão psicológica”.

A construção da ISS começou em 1998 e, quando terminar, ela terá 455 toneladas e quase 90 metros de comprimento, noves fora os painéis solares, que fornecem energia elétrica à nave. Localizada a cerca de 350 quilômetros da Terra, a estação recebe novos astronautas semestralmente, e foi criada para ajudar o homem na exploração do espaço e servir de base para experiências de nano e biotecnologia que podem potencializar as pesquisas que já acontecem na Terra.

Estação Espacial 3D vai agradar a gregos e troianos, estadunidenses e russos, adultos e crianças. Afinal, quem nunca sonhou em ir literalmente para o espaço nessa vida? O único pequeno porém é, para quem já usa óculos, ter de colocar o óculos 3D por cima do outro. Parece um trambolho, fica estranho nos três primeiros minutos, mas vai com fé que você acostuma – e se diverte.

Enfim, por mais contraditório que pareça, a parte mais “tocante” do documentário se dá em terra firme. Mostrando a rotina dos astronautas antes de embarcarem rumo a estação, você vai ver o lugar inspirador feito para estes profissionais se concentrarem e focarem na missão. Um parque foi feito em homenagem a cada russo que foi ao espaço em todos estes anos de investimento da Rússia. E, como lembrança de cada viajante, uma árvore é plantada, formando um belo e arborizado parque.

E, na minha opinião, esta é a lição do documentário. Por mais que o mundo inteiro esteja unido em prol de uma tecnologia que ultrapasse a barreira do espaço sideral, provando que o futuro já chegou, o verdadeiro futuro da nação está no ato mais antigo e singelo existente no planeta: cultivando a natureza.
 

Estação Espacial 3D

Produção: Lockheed Martin Corporation e IMAX Corporation em Cooperação com NASA

Direção e Produção: Toni Myers

Cópia Dublada

Duração: 47 minutos

A Catástrofe

maio 26, 2009

por Janaina Pereira

Na próxima quinta começa a mostra III Imagens do Oriente, no Cinesesc (SP) – a partir de sexta também em cartaz no Cine Olido e no Centro Cultural São Paulo. Um dos filmes que será exibido é o documentário A catástrofe (Al Nakba), de Rawan Damen, que vai apresentar sua produção na sessão de sexta-feira do Cinesesc (ver programação).

O filme é fruto de um trabalho de pesquisa em arquivos ingleses sobre o período de domínio da Grã-Bretanha na Palestina, entre 1922 e 1948 e traz reflexões de palestinos, ingleses e israelenses sobre o período, pouco explorado e conhecido, e resgata a história da Palestina desde 1799 até o final do domínio britânico.

Claro que um tema como esse não pode ser facilmente digerido. E parece óbvio também que a diretora iria adotar um ponto de vista unilateral. Juntando esses dois fatores fica quase impossível passar imune ao filme. Tenso, intenso e cheio de momentos dramáticos – imaginem o quanto deve ter sido complicado as pessoas reabrirem as feridas – A catástrofe é para quem quer conhecer um lado da história do povo palestino.

Mas, não esqueçam, é apenas um lado da história. Doloroso e cruel, mas que precisa ser contato.

Garapa

maio 25, 2009

garapa

Por Janaina Pereira

José Padilha alcançou a fama e os aplausos com o sucesso estrondoso de Tropa de Elite. Mas, para quem não sabe, o diretor tem em seu currículo uma marcante passagem pelo mundo dos documentários – é dele Ônibus 174, sobre o polêmico assalto no Rio de Janeiro que acabou em tragédia. De volta às origens, Padilha foi buscar na fome e na miséria a inspiração para seu novo trabalho, Garapa, que estreia nesta sexta, 29.

O tema, por si só, já causa incômodo. Raras são as pessoas que se dispõem a ir ao cinema para ver famílias passando fome e (sobre)vivendo com 50 reais de ajuda do Governo, o famigerado Bolsa Família. Porém, não se engane. Ao invés de causar tristeza e melancolia, o documentário dá uma certa revolta. Não pela pobreza nua e crua, interessantemente apresentada em preto e branco. Mas pela total ignorância das pessoas que percorrem o filme.

O documentário mostra o dia-a-dia de três famílias do Ceará, todas com os mesmos vícios e defeitos: homens que não trabalham e gastam o dinheiro do auxílio federal em bebida; mulheres que não acham errado parir mesmo sabendo que o filho vai passar fome; crianças desnutridas, com a barriga inchada pelos vermes que brotam dentro e fora do corpo, vermes originários da garapa (bebida feita com água e açúcar que substitui a comida).

Ao longo do filme, a revolta só vai aumentando. É triste saber que o aclamado programa do Governo, o Fome Zero, incentiva o alcoolismo e a fome. O que falta ao nosso povo, antes da comida, é a educação. É aprender que quanto mais filho se tem, mas fome vão passar; quanto mais a mulher aceitar o marido que vende o leite para beber cachaça, mais fome vão passar; quanto mais o homem acreditar que “Deus ajuda”, mais fome sua família vai passar.

Garapa mostra que a fome é cruel sim, especialmente com as crianças indefesas, que sem a educação necessária para entender sua própria realidade, irão seguir o caminho dos pais. Um caminho que passa pela total ignorância e acaba numa beira de estrada, sem ter o que comer.

Garapa (Brasil, 2008)

Direção: José Padilha

Gênero: Documentário

Heróis

maio 24, 2009

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Por Karina Tiemi

Depois da tão aguardada estreia do filme X-men Origens: Wolverine, outra história sobre mutantes entrará em cartaz na próxima sexta-feira (29). Trata-se de Heróis, o novo filme dirigido por Paul McGuigan (Paixão à flor da pele e Xeque-Mate). 

A história gira em torno de pessoas com super poderes que são perseguidas por uma agência clandestina americana, que as usam em experiências com o objetivo de aumentar as suas habilidades, mas que resultam apenas em mortes. 

No entanto, uma mulher sobrevive à experiência e consegue fugir do centro de pesquisas. Ela é Kira (Camille Belle), cujo poder é criar ilusões e bagunçar a mente das pessoas. 

Kira encontra ajuda no seu antigo relacionamento amoroso (Chris Evans), que também possui poderes. O trio é completado pela espivetada Dakota Fanning, cujo personagem tem o poder de desenhar o futuro.

Nessa corrida de gato e rato vale tudo, desde clarividências até gritos capazes de estourar os tímpanos das pessoas. Para complicar, os mocinhos também são perseguidos pela máfia chinesa que, claro, também tem super poderes. 

Cheio de ação e situações improváveis, por vezes até forçadas, Heróis é daqueles filmes bons para se distrair e até dar algumas risadas, principalmente com a personagem de Dakota, que talvez seja o que realmente pague o preço do cinema. 

Elenco: Colin Ford, Chris Evan, Dakota Fanning, Camila Belle, Dijmon Hounsou

Direção: Paul McGuigan

Gênero: Ação/Aventura

Duração: 111 minutos

Distribuidora: Paris filmes

por Léo Francisco *

Não é a primeira vez que a Disney investe na produção de documentário musical de suas estrelas. No início do ano passado, sua estrela pop, Hannah Montana brilhou e fez bonito nas bilheterias com a estréia de seu show nos cinemas de todo o mundo. Esse ano, o diretor Bruce Hendricks (Hannah Montana & Miley Cyrus – Show: O Melhor Dos Dois Mundos) volta a produzir mais um show em 3D para a Disney e, desta vez, os escolhidos são os Jonas Brothers, o novo fenômeno cultural pop.

Parece que mais uma vez os estúdios Disney farejaram de longe o talento dos irmãos Kevin, Joe e Nick Jonas, que com a fama de bons moços e 100% ligados à família, vem conquistando inúmeras fãs ao redor do mundo. A maioria das jovens de hoje dariam tudo para conhecer e ficar bem perto dos irmãos, que se apresentaram pela primeira vez há anos atrás, no porão da casa da família.

Esse sonho agora pode se realizar, pois chega aos cinemas de todo o Brasil, pela Walt Disney Pictures, o documentário musical, Jonas Brothers 3D: O Show (Jonas Brothers: The 3D Concert Experience), filmado durante a turnê de “Burnin’ Up”, que apresenta cenas do show, cenas de bastidores e um exclusivo clipe inédito, que poderá ser visto nos cinemas com a tecnologia Disney Digital 3-D, produzindo imagens nítidas e realistas e fazendo com que as cenas pareçam que estão sendo vistas ao vivo. O filme entra em carataz na sexta, 29.

Durante o show, os efeitos são explorados de diversas maneiras, desde chuva de espuma, concurso de arremesso de baquetas, fogos sendo estourados nas laterais do palco, braços e mãos apontadas para a tela e as palhetas que são jogadas diversas vezes para a tela e que parecem chegar até o público no cinema, efeito esse que é usado em exagero em alguns momentos, se tornando previsíveis com o desenrolar do show.

O documentário se inicia de forma morna, com o chefe de segurança acordando os três às 4h30 da manhã. Assim começa a rotina de um longo dia com entrevistas, testes de som, lançamentos de cds e apresentações. Os fãs que esperam conhecer mais do dia-a-dia dos Jonas com as cenas de bastidores, pode se decepcionar, pois quase todas são apenas seguimentos dos garotos sendo perseguidos nas ruas por fãs que gritam e correm atrás de conseguir boas fotos, abraços e autógrafos. A cena inicial de fuga deles pelas ruas dos Estados Unidos, pulando por cima de carros e correndo das fãs, termina com uma eletrizante fuga de helicóptero.

Os pais da garotada que acompanharem seus filhos na sessão e que viveram na década de 60, vão se lembrar, e muito, de uma outra cena de perseguição de fãs pelas ruas dos Estados Unidos. A cena fazia parte da canção “A Hard’s Day Night”, do filme Os Reis do Iê Iê Iê (1964), dos Beatles, que foi recriada nessa nova produção Disney. A banda inglesa, The Beatles fez um grande sucesso no final da década de 1950 e causava muitos gritos das fãs histéricas que idolatravam os jovens John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, que se destacaram no mundo inteiro cantando canções influenciadas pelo rock and roll e fez com que o grupo se tornasse o mais bem-sucedido da história, aclamados pelo público e pela crítica, com mais de um 1,5 bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo. Diferente dos Beatles, os irmãos Jonas ainda estão no começo de suas carreiras, mas já são destaque e fazem muito sucesso, ganhando diversos prêmios e sempre com suas canções entre as mais tocadas.

No filme, eles se mostram totalmente a vontade no belo palco montado para a turnê e vemos como eles se divertem fazendo o que gostam e curtindo a todo o custo o sonho que estão vivendo. Um dos grandes destaques na produção é a simpatia do chefe de segurança dos irmãos Jonas, “Big Rob” Feggans, que rouba as cenas em que aparece e surpreende a todos, pois não cuida apenas dos garotos, mas ele canta rap no palco com os Jonas Brothers durante as apresentações.

Taylor Swift e Demi Lovato são as convidadas especiais desse show. Demi canta “This is Me”, dueto do filme “Camp Rock”, que a atriz interpreta ao lado de Joe Jonas, mas é a canção de Taylor que se destaca no show, pois mesmo com um rosto ainda desconhecido no Brasil, ela brilha e muito no palco em “Should’ve Said No”. Primeira canção de sucesso de seu álbum de estréia, que já é disco de platina.

O filme traz o inédito clipe da canção inédita “Love Is on Its Way”, filmado no Central Park e que traz os três irmãos se divertindo fantasiados (Joe aparece como um policial bigodudo de Nova York, Nick como motorista de táxi e Kevin como vendedor de cachorro-quente). O clipe é apresentado no meio do show quebrando totalmente o filme, no meio de toda a animação e da baladinha romântica, devendo ser apresentado no final ou até mesmo nos créditos.

O show conta também com as canções de maior sucesso da banda como “Burnin Up”, “Hold On”, “Thats Just The Way We Roll”, “BB Good”, “Video Girl” e o primeiro grande sucesso da banda, “SOS”. Além disso, o show começa e termina com a nova canção, “Tonight”, que já faz grande sucesso entre os fãs e também com a música “Live To Party”, canção tema de abertura do novo seriado do grupo.

Um dos pontos mais engraçados na sessão foram os comentários das fãs presente, que cantaram, gritaram, suspiraram e comentaram durante todo o filme. Um dos melhores comentários que gerou boas risadas de quem estava perto foi uma fã que gritou “Finalmente verei o clipe na telona, cansei da versão do Youtube”, um comentário interessante, já que a produção demorou mais de 3 meses para chegar no Brasil, sendo que boa partes dos fãs irão rever o filme nos cinemas, pois já devem ter visto quase todos os trechos ou até mesmo o filme na integra pela internet.

Jonas Brothers 3D: O Show é um filme exclusivamente feito para os fãs, que vão se divertir e curtir todos os momentos, mesmo o filme não trazendo nenhum grande momento. E vocês acham que o trio vai parar por ai? Claro que não. A Disney Brasil já está anunciando que teremos em breve a estréia do seriado “JONAS”, que já está sendo exibido no Disney Channel dos Estados Unidos, além da quase certa segunda aventura em “Camp Rock 2”, ainda sem previsão.

* Léo Francisco é editor-chefe do site Universo Animado e escreveu esta crítica à convite  do Cinemmarte.

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CineSesc: Ingressos a R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (idosos, estudantes, professores e usuários); R$ 1,00 (trabalhadores no comércio e serviços matriculados e dependentes).  
 
28 de maio, quinta-feira

Abertura às 20h

Exibição: O sal desse mar 

29 de maio, sexta-feira

15h –  Meu lar e Deportados

17h – Muli ; Esperança em um tiro de estilingue

Encontro com a diretora Inka Stafrace após a sessão de Esperança em um tiro de estilingue

19h – O sal desse mar

21h – Luar ; Meu Marlon e Brando

23h – Al Nakba (A catástrofe) com apresentação da diretora Rawan Damen antes da sessão

30 de maio, sábado

15h – Sonho de inverno ;  A terra fala árabe

17h – Al Nakba (A catástrofe)

Encontro com a diretora Rawan Damen após a sessão de A Catástrofe

19h – Luar ; Meu Marlon e Brando

21h – O sal desse mar

23h – Caminho e caminham atrás de mim as estrelas;  Na corda bamba

31 de maio, domingo

15h – O sal desse mar

17h – A parábola de um pássaro;  Descalço no Paraíso

19h – Caminho e caminham atrás de mim as estrelas;  Na corda bamba

21h – Papel;  Laranjas e bombas;  Uma luz na neblina

01 de junho, segunda-feira

15h – Luar;  Meu Marlon e Brando

17h – Sorrisos;  Sentimentos ocultos

19h – Sonho de inverno;  A terra fala árabe

21h – Até a linha do horizonte ;  Na corda bamba

02 de junho, terça-feira

15h – Mais próximo do que um suspiro;  Descalço no Paraíso

17h – Programa de curtas:

– A parábola de um pássaro;  Sorrisos;  Muli;  Luar;  Papel

19h – A parábola de um pássaro;  Descalço no Paraíso

21h – Muli;  Esperança em um tiro de estilingue

03 de junho, quarta-feira 

14h30 – COLÓQUIO: Irã e o mundo árabe sob a lente dos documentários, com Massoud Bakhshi e  Montaser Marai – Mediação: Michel Sleiman –  no auditório do CINESESC

15h – Até a linha do horizonte;  Na corda bamba

16h30 – COLÓQUIO: Olhares femininos sobre o Oriente Médio, com Inka Stafrace;  Adriana Carranca e Rawan Damen

Mediação: Marcia Camargos – no auditório do CINESESC

17h – Papel;  Laranjas e bombas;  Uma luz na neblina

19h – Muli ;  Esperança em um tiro de estilingue

21h – Sorrisos;  Sentimentos ocultos

04 de junho, quinta-feira

15h – Programa de curtas:

 A parábola de um pássaro;  Sorrisos;  Muli;  Luar;  Papel

17h – Sorrisos ;  Sentimentos ocultos

19h – Mais próximo do que um suspiro;  De lírios e cinzas

21h – Al Nakba (A catástrofe)   
  
Sal desse Mar

Programação do Cine Olido –  ingressos: R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia):

02 de junho, terça-feira

15h – Sentimentos ocultos

17h – Descalço no Paríso

19h30 – Uma luz na neblina  

03 de junho, terça-feira

15h – Esperança em um tiro de estilingue

17h – Deportados

19h30 – Programa de curtas: Muli, Sorrisos, Papel, A parábola de um pássaro e Luar 

04 de junho, quinta-feira

15h – A terra fala árabe

17h – De lírios e cinzas

19h30 – Na corda bamba

05 de junho, sexta-feira

15h – Programa de curtas: Mais próximo do que um suspiro, Laranjas e bombas, Até a linha do horizonte, sonho de inverno, Passo a Passo, Meu lar

17h – Caminho e caminham atrás de mim as estrelas

19h30 – Sentimentos ocultos  

06 de junho, sábado

15h – Uma luz na neblina

17h – Esperança em um tiro de estilingue

19h30 – Deportados

07 de junho, domingo 

15h – Al Nakba (A catástrofe) 

 Marlon 5

Programação Centro Cultural São Paulo – entrada franca 
 

02 de junho, terça-feira

16h – Até a linha do horizonte, Deportados

18h15 – Laranjas e bombas, Caminhos e caminham atrás de mim as estrelas

20h – Al Nakba (A catástrofe) 

Encontro com a diretora Rawan Damen após a sessão de A Catástrofe

03 de junho, quarta-feira 

16h – …Mais próximo do que um suspiro, De lírios e cinzas

18h – Descalço no Paraíso

20h – Meu lar, Na corda bamba, A terra fala árabe 

04 de junho, quinta-feira

16h – Deportados

18h – Programa de curtas: A parábola de um pássaro, Sorrisos, Muli, Luar, Papel

20h – Sonho de inverno, Uma luz na neblina  
 
Encontro com o diretor e curador Massoud  Bakhshi antes da sessão

05 de junho, sexta-feira

16h – Mais próximo do que um suspiro, Sonho de inverno, Laranjas e bombas

18h – Esperança em um tiro de estilingue, Sentimentos ocultos

20h – Caminho e caminham atrás de mim as estrelas, A terra fala árabe 

06 de junho, sábado

16h – Programa de curtas: A parábola de um pássaro, Sorrisos, Muli, Luar, Papel

18h – Esperança em um tiro de estilingue, Uma luz na neblina

20h45 – Na corda bamba, Descalço no Paraíso

07 de junho, domingo 

16h – Sentimentos ocultos, De lírios e cinzas

18h45 – Meu lar, Até a linha do horizonte, Passo a passo, Caminho e caminham atrás de mim as estrelas

20h – Al Nakba (A catástrofe)