Horas de Verão

junho 30, 2009

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Por Janaina Pereira

As relações familiares sempre rendem boas histórias para o cinema. No caso de Horas de Verão, filme escrito e dirigido por Oliver Assayas, que estreia nesta sexta, dia 3 (somente em São Paulo e no Rio de Janeiro), tudo gira em torno de uma herança – e a partir daí é mostrado como as questões materiais estão acima de qualquer envolvimento afetivo.

O longa começa com uma reunião entre Hélène Berthier (Edith Scob) com seus filhos e netos para celebrar seu 75º aniversário, na casa de campo da família. Entre uma conversa e outra, ela insiste em falar na divisão de seus bens para o filho mais velho, Frédéric (Charles Berling) que, a princípio, não quer discutir o assunto. Boa parte das obras de arte da casa pertenceu a um tio da matriarca, que se mantém vivo na memória da família graças aqueles objetos.

Quando Hélène morre, descobre-se que ela e o tio tiveram um romance, e por isso, durante anos, tantos objetos foram guardados com carinho e devoção.Mas a herança vai causar desacordo entre os irmãos. Adrienne (Juliette Binoche, em versão loira) mora nos Estados Unidos e o caçula, Jérémie (Jérémie Renier), na China. Enquanto Frédéric quer manter a casa onde a família costumava passar os verões, os outros desejam se desfazer de tudo.

Após decidirem vender a propriedade e as diversas obras de arte, doando as peças mais valiosas para o Museu D’Orsay, os irmãos começam a perceber a relação de afeto e desapego, que possuem com o passado familiar. Jérémie se mantém distante, preocupado com sua ascensão profissional e Adrienne quer concluir logo o assunto para retomar sua vida. Ambos, já totalmente afastados da França e da convivência em família, são exemplos de que os filhos buscam seus caminhos, à revelia dos pais. Frédéric é o único envolvido emocionalmente com a casa e seus objetos, justamente por ser o que ainda mora em sua terra natal.

Sem alardes ou lágrimas, Horas de Verão mostra como as famílias se despedaçam facilmente nos dias de hoje, e o passado fica realmente no passado, sem lembranças ou afinidades. Exatamente como cada obra de arte teve um destino, os filhos se separam após a morte da mãe, último laço que os unia. E a vida segue seu rumo.

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por Janaina Pereira

Você sabe quem foi Jacques Mesrine? Bandido violento, e dos mais ousados, ele provocou pânico, mas também gerou admiração em seu país de origem – a França – ao longo de duas décadas de crimes. Assaltos e fugas espetaculares, somados a entrevistas cheias de pose, fizeram dele uma lenda da história policial francesa. Isso é tudo que você precisa saber para assistir a Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte, que estreia na sexta, dia 3.

O longa é a primeira parte de um ambicioso projeto do diretor Jean-François Richet (Assalto à 13ª DP), encabeçado pelo ator Vincent Cassel (Senhores do Crime). Com orçamento estimado em US$ 80 milhões e filmagens que se estenderam por nove meses (com as duas partes sendo filmadas simultaneamente), o projeto foi um sucesso de bilheteria na França. No Brasil, não deve – e não pode – passar desapercebido: o filme é, no mínimo, surpreendente, palavra que também define a insana figura de Mesrine.

A narrativa começa com a fuga de um casal, que acaba sendo encurralado em uma emboscada. Não sabemos o ano em que isso acontece, e na seqüência começamos a conhecer um pouco da vida de Mesrine, nos anos 1960. De volta da Guerra da Argélia, onde recebeu um certificado de bom comportamento, Jacques Mesrine (Cassel) leva uma vida comum, mas aos poucos é atraído pelo mundo do crime. Mesmo se casando e construindo uma família, acaba se envolvendo em assaltos e exercitando seu lado violento ao extremo. Trabalhando para Guido (Gerard Depardieu, irreconhecível), começa a alcançar fama entre os ladrões da época.

Mas suas atitudes obscuras ganham mesmo notoriedade ao se aliar a Jeanne Schneider (Cécile De France), com quem realiza diversos atos criminosos. A partir daí, passa a ser conhecido como ‘o inimigo público número 1’ dos franceses. Sua vida cheia de aventuras, seus assaltos mirabolantes e sua arrogância rendem um roteiro enxuto, repleto de cenas de ação e excelentes diálogos, tudo feito sob medida para Vicent Cassel brilhar.

O filme termina chamando a atenção que haverá uma continuação – afinal, o início da história, a tal emboscada, não é explicada, mas se você se aprofundar na vida de Mesrine saberá que o começo do longa é o fim da sua carreira de criminoso. Porém, pouco importa sua morte: a vida dele foi tão intensa que vale cada minuto de Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte. O crime não compensa, mas rende uma história e tanto. Que venha logo a segunda parte.

Por Alice Jones

O Rei do Pop está morto. Aos 50 anos, Michael Jackson morreu na tarde da última quinta-feira, dia 25, deixando órfãos os fãs da boa música. Além de cantor de voz poderosa, Michael era um dançarino brilhante e fez dos seus clipes, pequenas viagens cinematográficas (você sabia que o clip Bad tem 18 minutos e foi dirigido por Martin Scorcese? Pois é.)

O Cinemmarte não poderia deixar de homenagear Michael Jackson. Vamos relembrar o que o cantor tem de melhor – sua arte, a grande herança que ele nos deixa. Veja aqui todas as participações do astro no cinema.

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1978 – The Wiz – A adaptação musical do Mágico de Oz para a realidade afro-americana dos anos 1970, apresenta Dorothy (Diana Ross) como uma professora do Harlem, que junto com seu cachorrinho Toto, após uma tempestade de neve, vão parar na terra mágica de Oz, uma versão bizarra de Nova York. Lá ela encontra o homem de lata (Nipsey Russell), o leão (Ted Ross) e o espantalho, interpretado pelo jovem Michael Jackson.

1986 – Capitão EO – O megalomaníaco filme de MJ no auge da carreira musical foi produzido por George Lucas e escrito e dirigido por Francis Ford Coppola. O musical / ficção científica conta a história do Capitão EO, interpretado por Michael Jackson, e da tripulação de sua nave espacial em uma missão – entregar um presente para a malvada rainha alien – Líder Suprema (Anjelica Huston).

Moonwalker

1988 – Moonwalker – O famoso passo de dança de Jackson virou título de filme que mistura uma série de imagens de apresentações ao vivo de Michael com histórias de fantasia interpretadas pelo próprio como protagonista, e uma série de atores. Na história principal, Michael é um herói com poderes mágicos, que é perseguido por um traficante de drogas, Mr Big, e tem como missão salvar as crianças. Na época, o filme também virou videogame para a plataforma SEGA.

1991 – Os Simpsons: Papai muito louco – Neste episódio dos Simpsons, Michael Jackson empresta sua voz ao personagem, Leon Kompowsky, um colega de hospício de Homer, que acredita ser o próprio Michael Jackson. O cantor utiliza o pseudônimo John Jay Smith para manter o mistério. Porém, no episódio Comichão e Coçadinha, Lisa conta que tanto Dustin Hoffman quanto Michael Jackson apareceram anonimamente no filme de Comichão e Coçadinha. Ambos participaram de episódios do desenho sob nomes falsos. O fato é confirmado nos comentários dos produtores no DVD da 3ª Temporada.

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1997 – Ghosts– A história de uma cidadezinha incomodada por um homem muito estranho que vive em uma velha casa na colina, o Maestro, que é interpretado por Michael. O prefeito (que também é MJ) e os cidadão resolvem expulsá-lo, mas acabam gostando dele. Michael Jackson também interpreta outros personagens no filme como o prefeito demônio, o super demônio e o esqueleto.

1999 e 2002 – Space Channel 5 e  Space Channel 5 part 2 – Michael Jackson empresta sua voz (para a versão em inglês) e seus passos para o personagem Space Michael nas duas edições do game musical da SEGA.

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2002 – Homens de Preto II – Michael Jackson participa de um dos filmes mais populares do cinema, como agente alienígena M, que ajuda os agentes Kay e Jay em sua busca pela verdade e pelos bandidos alienígenas.

2004 – Missão Quase Impossível – Fazendo paródias de Náufrago, Miss Simpatia, O Parque dos Dinossauros, O Sexto Sentido e Harry Potter, o filme Missão Quase Impossível conta a história de um grupo de arqueólogos, que a serviço do Vaticano, encontra a mítica Arca de Noé flutuando na praia de uma ilha deserta. Daí pra frente é uma miscelânea e confusão de sátiras cinematográficas que só o agente MJ, o próprio Michael Jackson, conseguirá resolver a situação.

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Por Janaina Pereira

21 de julho de 2005. O mundo ficava chocado com o assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes pela polícia londrina, na estação de metrô Stockwell. Jean Charles, 27 anos, foi morto sob suspeita de ser um terrorista. Era engano. Quatro anos se passaram, o inquérito policial ainda está aberto e a história do jovem eletricista chega às telas pelas mãos do diretor Henrique Goldman. Em entrevista ao lado do produtor Carlos Nader, do roteirista Marcelo Starobinas e do elenco – Selton Mello, Vanessa Giácomo e Luis Miranda –, Goldman revelou que espera que seu filme ajude a prender os culpados.

“Tentou-se politizar o caso mas foi um crime comum, mataram um cara por engano. O filme não é político, ele apenas conta a vida de um imigrante brasileiro. E espero que ajude a solucionar o caso.”

Goldman disse ainda que a parte ficcional da história não interfere na realidade, e está ali para ajudar a contar o que aconteceu. “O espírito do filme permanece intacto. O objetivo é que o público se envolva com os personagens, por isso há alguns trechos que são ficção. Não quero, com este trabalho, lamentar o fato dos brasileiros irem para Londres fazer o que os europeus não fazem. Eu quero celebrar os brasileiros que vão para lá porque têm sonhos”, analisou.

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O ator Selton Mello, que interpreta Jean Charles, contou que não teve acesso a nenhuma imagem filmada de Jean, somente fotos, e não conheceu a família do eletricista. “Eu estava ali para contar a vida dele, não a morte. Não fui a Gonzaga e não falei com os pais dele. Procurei dentro de mim essa coisa caipira, porque também sou de uma cidade pequena e assim como Jean, quando vejo Londres, aquilo me assusta. Ele poderia ter sido glorificado no filme mas o Henrique não fez isso. Toda história merece ser contada e a de Jean Charles é sobre um cara comum, como qualquer um de nós.”

Ao contrário de Selton, Vanessa Giácomo visitou a cidade natal de Jean Charles e conheceu os pais dele, o que ajudou a atriz em sua interpretação. Sua personagem, Vivian, ela conheceu pessoalmente em Londres, quando foi filmar lá. “Não li o roteiro antes e confiei plenamente no Henrique para fazer o filme. Tive dois encontros com a Vivian e isso foi bom para interpretá-la como ela é.”

Já o ator Luis Miranda, que também conheceu seu personagem, Alex, em Londres, disse que procurou ser o mais fiel possível ao primo de Jean Charles, que ele considera uma figura única. Para ele, usar personagens reais na produção, como Patrícia Armani, prima de Jean, interpretando a si mesma, foi importante para a narrativa. “Sabíamos exatamente o que aconteceu porque os não-atores viveram aquilo.”

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Apesar de o filme ser uma parceira com a produtora inglesa Film Council, o produtor Carlos Nader garantiu que não houve problemas na edição do longa. “Eles davam palpites, mas era sempre positivo”, afirma. 

Para o roteirista Marcelo Starobinas, o mais difícil foi filmar a cena da morte de Jean Charles. Como o o caso continua tramitando na justiça inglesa, a equipe não podia ir além dos laudos policiais. “Fomos o mais genuínos possíveis, senão teríamos implicações legais.”

Starobinas ressaltou que o caso ainda tem grande repercussão na Inglaterra porque o país é extremamente civilizado, o que fez do assassinato de Jean Charles um escândalo. “No Brasil, tantos morrem por engano e não dão nem rodapé de jornal. Acho que vale a pena refletirmos sobre isso”, finalizou.

Jean Charles está em cartaz em circuito nacional e ainda não tem data prevista para estrear na Inglaterra.

Jean Charles

junho 26, 2009

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Por Janaina Pereira

O Brasil tem a (má) fama de país sem memória. Mas algumas histórias o cinema ajuda a se tornarem inesquecíveis. É o caso do assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes, no metrô de Londres, em 2005. A história chega às telas hoje, no filme Jean Charles, dirigido por Henrique Goldman e estrelado por Selton Mello.

Sem rodeios e indo direto ao ponto, Goldman aborda a vida de Jean Charles pouco antes de sua morte. O roteiro enxuto de Marcelo Starobinas começa com a chegada da prima de Jean (Selton), Vivian (Vanessa Giácomo), a Londres. Eles, assim como outros dois primos – Alex (Luis Miranda) e Patrícia (Patrícia Armani, que interpreta seu próprio papel) – saíram de Gonzaga, interior de Minas Gerais, na esperança de conseguir uma vida melhor na capital da Inglaterra. Os quatro dividem um minúsculo apartamento e vivem numa espécie de ‘gueto’ brasileiro em Londres – todo mundo se conhece e todos – quase sempre – se ajudam.

Como milhares de brasileiros que emigram para a Europa e os Estados Unidos em busca de melhores condições econômicas, Jean Charles partiu para Londres em 2002. Na cidade ele trabalha como eletricista, e como bom brasileiro, se mete em confusões mas sempre dá um jeitinho de se sair bem da situação. E esta é a história do longa.

A cena do trágico incidente no metrô – Jean foi confundido pela polícia com um dos extremistas islâmicos que teriam planejado um ataque frustrado ao sistema de transportes da capital britânica em 21 de julho de 2005. No dia seguinte, ele foi seguido ao sair do apartamento em que morava e, ao entrar na estação Stockwell, foi morto por um grupo especial da polícia londrina – é rápida e sem grande alarde. Até hoje o inquérito policial está aberto e o filme não tira conclusões precipitadas.

 Jean Charles conta, de forma simples e objetiva, a vida de um brasileiro, como tantos outros, que apenas queria um futuro melhor. Não esperem uma versão da morte do rapaz, nem cenas politizadas. O filme não levanta bandeiras, tem momentos divertidos e emocionantes, mas nada exagerado, e um dos seus trunfos é contar com pessoas que viveram ao lado do personagem real, todos interpretando a si mesmos. E, no final das contas, consegue cumprir seu objetivo: falar sobre a vida, e não sobre a morte do brasileiro.

1º SP Terror

junho 25, 2009

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por Janaina Pereira

Foi aberta nesta noite o 1º SP Terror – Festival Internacional de Cinema Fantástico, que acontece até 2 de julho na Reserva Cultural, em São Paulo. Serão apresentados 34 títulos, entre longas e curtas, filmes brasileiros e internacionais, trabalhos já premiados e produções  inéditas no país.

Duas mostras competitivas serão realizadas: a Internacional e a Iberoamericana. Haverá ainda uma Mostra Especial, de filmes consagrados na produção brasileira e estrangeira, e duas mostras de curtas, sendo uma especial da Catalunha.

Na abertura foi exibido Halloween – O Início, refilmagem do clássico de 1978 de John Carpenter pelas mãos do roqueiro Rob Zombie. Para fãs do terror, o longa é um prato cheio.

O filme retoma o começo da vida de Michael Myers, quando ele ainda era criança, e se tornou serial killer. Aos 10 anos de idade, o garoto é atormentado por seus colegas de escola e vive em conflitos em sua casa. O menino costuma usar uma máscara de palhaço e, para extravasar sua raiva do mundo, tortura e mata animais.

Sua raiva, no entanto, começa a extrapolar. Após matar um colega de escola, Michael comete um massacre em sua casa, matando o padrasto, a irmã e o namorado dela. Somente a pequena Boo, sua irmã mais nova, ainda bebê, sobrevive. Preso e internado em um manicômio, recebe visitas de um psquiatra e da mãe, até que tenta matar uma enfermeira e passa a viver na reclusão total.

Os anos passam e Michael consegue fugir do manicômio. Começa, assim, sua vingança contra aqueles que cruzaram seu caminho e a perseguição à irmãmais nova, agora uma adolescente que não tem ideia do perigo que corre.

Com muito sangue e gritos, o filme causa pânico e tensão. Impossível não se envolver com a história e com o clima sombrio de Halloween – O Início. Para quem gosta de filmes de terror, os sustos estão garantidos.

Confira a programação do festival em www.spterror.com

No próximo domingo, dia 28 de junho, às 11h, a Reserva Cultural inaugura o Ciclo II do Ciné-Club Aliança Francesa, Fnac e Reserva Cultural. O Ciclo II tem como tema “Daqui e de lá, errâncias” e revela personagens relacionados a viagens e cruzamentos culturais.

O filme de abertura é Armênia (França/2006) de Robert Guédiguian, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Ariane Ascaride no 1º Festival de Cinema de Roma (2007).
 
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema da Reserva Cultural a partir desta sexta-feira, das 13h às 22h, ou no domingo, a partir das 9h30. O Cineclube é sujeito à lotação da sala. 
 
  
SINOPSE
 
Armênia (Le Voyage en Arménie) – França (2006) – 125 minutos. Drama. Classificação: 14 anos. Direção: Robert Guédiguian
 
A história é centrada em um pai e a filha dele. Barsam está aflito. Anna, cardiologista, descobre que seu pai está com um problema no coração e precisa ser operado o mais rápido possível. Como os dois não são muito próximos, Barsam se recusa a acreditar no diagnóstico da filha e desaparece da França. Anna descobre que ele voltou a seu país de origem, Armênia, e parte a sua procura. Yervanth, um amigo da família, será o seu guia.
 
Ciné-Club Aliança Francesa, Fnac e Reserva Cultural
Data: Domingo, 28 de junho de 2009
Ingresso: R$ 5 (sessão + café da manhã)
Horários:
9h30: abertura da bilheteria
10h: café da manhã
11h: exibição
Sala de exibição: Sala 1 (190 lugares)
Endereço: Avenida Paulista, 900. Térreo Baixo (entre as estações Trianon Masp e Brigadeiro do metrô)
Tel: (11) 3287-3529
Estacionamento conveniado:
Gazeta Multipark (no subsolo do cinema)
Rua São Carlos do Pinhal, 303
Convênio: R$ 10 válido por 3 horas, de segunda a sexta (com serviço de manobrista)
Sábado, domingo e feriados: R$ 10 para 6 horas
Informações:
www.aliancafrancesa.com.br
 

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Por Janaina Pereira

Com a estreia mundial de Transformers – A Vingança dos Derrotados nesta quarta, 24 – na América Latina o filme entra em cartaz hoje – o diretor e o elenco do filme estão a mil por hora. Tão velozes quanto Autobots e Deceptions, Michael Bay, Shia LaBeouf, Megan Fox e Ramon Rodriguez conversaram com a imprensa brasileira, via satélite, direto da Califórnia, após uma longa maratona de pré-estreias do longa.

Apontado por Steven Spielberg como o melhor ator jovem de filmes de ação, Shia LaBeouf falou que é sortudo por ter encontrado as pessoas certas, na hora certa. Bem-humorado e modesto, ele disse não sentir pressão por ser uma estrela com apenas 23 anos. “Os filmes são sucesso com ou sem mim. O filme é do diretor e quando filmo tenho a impressão de quem ninguém está olhando.”

Alvo da maior parte das perguntas, Megan Fox agradeceu ao diretor Michael Bay por tirá-la da obscuridade com o primeiro filme da série, afinal, ela era uma completa desconhecida e foi alçada ao posto de mulher mais sexy do mundo. A comparação com Angelina Jolie, no entanto, não a agrada. A atriz negou que vá interpretar Lara Croft, um dos papéis mais marcantes de Angelina. Parece que Megan quer fugir do rótulo de ‘sósia’ da senhora Brad Pitt. “Não fui convidada para ser a nova Lara Croft e não sou nada perto da Angelina. Ela é um ícone, já ganhou muitos prêmios, e eu estou começando”, afirmou.

O novato na turma, Ramon Rodriguez, mostrou já estar entrosado com o elenco e garantiu que não se sentiu intimidado ao contracenar com a mulher mais sexy do mundo. “A Megan é uma menina normal, ela é ótima”, disse.

Já o diretor Michael Bay revelou que seu próximo trabalho não será um novo Transformers – apesar do terceiro filme já estar previsto. “Estou cansado de trabalhar nisso por três anos e meio. Não será meu próximo filme, mas com certeza vou dirigir o terceiro.”

Bay explicou que em seus filmes  sempre contrata atores com capacidade atlética para fazer as cenas de ação. No caso de Transformers, o elenco fez grande parte das cenas, embora Megan tenha usado dublê para pilotar a moto com que desfila em boa parte do filme.“Sou uma motorista horrorosa, não era eu dirigindo a moto”, contou a atriz.

E o que podemos esperar do terceiro longa da franquia? A equipe fez mistério. “Alguns robôs bem legais eu não conseguir colocar neste filme, mas não vou dar dicas do que virá”, encerrou o diretor.

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por Léo Francisco*

Um dos grandes lançamentos esperados da temporada de blockbusters desse ano, sem dúvida, é a continuação de Transformers, que dessa vez chega às telonas com o subtítulo A Vingança dos Derrotados e apresenta a mesma fórmula do longa original, mas com muitos robôs novos, cenas de ação, comédia e romance. O filme estreia nesta terça na América Latina e quarta tem o seu lançamento oficial mundo afora.

Dois anos se passaram desde que Sam Witwicky (Shia LaBeouf, que está muito bem no papel novamente) e os Autobots salvaram a raça humana dos invasores Decepticons no filme original. Desta vez, Sam tem que enfrentar algo bem pior para um jovem de sua idade, o desafio de deixar sua casa e ir para a universidade. As melhores cenas de comédia começam nesse momento, que vão gerar boas risadas graças a família do rapaz, já que seus pais (Kevin Dunn e Julie White) não aceitam totalmente o fato do filho sair de casa. Mas eles não são os únicos, pois até seu carro e robô guardião, Bumblebee, também sofre com a partida de Sam.

Enquanto revemos a família de Sam, o filme também mostra que os Autobots vivem da melhor maneira possível na Terra, trabalhando numa aliança com os militares, como parte de uma equipe ultrasecreta chamada NEST. Grande parte das cenas com os militares são cansativas e confusas, para os que assim como eu, não tem um grande conhecimento sobre a franquia em si.

Mesmo assim, é fácil entender a história principal que se baseia na volta dos Decepticons, que querem vingança e vão cravar uma nova batalha com os Autobots. De resto, você poderá curtir o blockbuster sem grandes problemas e vai se divertir se não ficar se prendendo ao roteiro, que no geral é o que mais incomoda na produção, por apresentar falhas e buracos na história.

O longa também mostra a volta da bela e sensual Megan Fox, que vive a namorada de Shia LaBeouf na história. Sua primeira aparição no filme mostra para que a atriz veio: ela é a sensualidade em pessoa e está com tudo em cima para tal posto, mas vale lembrar que sensualidade não quer dizer vulgaridade obrigatória. Sua personagem Mikaela consegue ser sensual durante todo o filme e em todas as cenas de ação sem ser vulgar. A atriz compete com as impressionantes brigas entres os robôs gigantes, e é claro que muito marmanjo não saberá para onde olhar durante algumas cenas.

Outro novo personagem que aparece na história é o controlador e convencido colega de quarto de Sam, Leo (Ramon Rodriguez), que aparece na história simplesmente para ficar reclamando e choramingando nas cenas de grande ação, pois é clássico em filmes desse gênero apresentar um personagem com tal perfil, que garante a diversão da platéia durante as cenas de aventura – cenas que, diga-se de passagem, estão impecáveis tanto na cidade quanto em pleno deserto do Egito.

O filme fica longe de ser uma produção brilhante, ainda mais com os concorrentes de peso que enfrenta este ano, mas também não chega a ser uma bomba, pois seu ponto forte é conseguir misturar de modo agradável as muitas cenas de ação, romance e uma comédia no ponto, sem cansar quem assiste.

* Léo Francisco é jornalista e editor do Universo Animado  e escreveu esta crítica especialmente para o Cinemmarte.

A volta de Transformers

junho 22, 2009

por Janaina Pereira

TransformersA Vingança dos Derrotados é filme para menino. E tem que ser uma mulher com muita paciência para assistir. Fora uma ou outra garota que, sei lá porque motivo, curte a franquia, acho pouco provável que o filme agrade a maioria do sexo feminino. E não é por causa das rocambolescas cenas de ação: é que o longa foi feito para os menores de 25 anos mesmo – e alguns saudosistas do desenho e dos brinquedos.

Vamos aos fatos: filme de ação que deseja conquistar o público feminino coloca um galã como protagonista. Vide Indiana Jones, Máquina Mortífera, Duro de Matar e até a franquia Bourne – e olha que o Matt Damon não é gato. Shia LaBeouf é fofo, mas está longe de ser bonito. E não tem sexy appeal. Já a Megan Fox… sem comentários. O filme é dela.

Já em sua primeira cena, Megan mostra que é ‘ão’ – cabelão, peitão, bundão, corpão, mulherão. Com o derrié para o alto, a boca repleta de brilho labial para realçar mais os lábios grossos, o cabelo que o vento nunca tira do lugar e o decote – ah, o decote. Ela pula, corre, salta, rola no chão e a calça branca nunca suja… e o peitão não sai do decote. Queria um sutiã daqueles.

Megan é linda e sexy, e o diretor Michael Bay – de pérolas como Armagedon, um dos piores filmes da história – aproveita todos os ângulos da moça para satisfazer o imaginário masculino. Cadê o Shia? Deve estar perdido no decote da Megan. Aliás, no decote dela também se perdeu o roteiro, que não existe. A primeira hora até passa, com umas risadas aqui e ali, mas depois… aqueles carros que viram robôs brigando pra lá e pra cá… para mim, chega. Deixo para o meu amigo Léo Francisco comentar, a seguir,  o que ele achou do filme.