À Deriva

julho 30, 2009

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por Janaina Pereira

Alguns filmes conseguem ser tão honestos que fica difícil resistir a eles – ainda que aborde um tema delicado. À Deriva, novo trabalho de Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) é uma pequena obra-prima que mexe com o coração dos mais durões. A partir de sua história pessoal, Dhalia narra com sensibilidade o doloroso processo de separação de um casal, do ponto de vista da filha adolescente que está descobrindo a vida.

O filme estreia nesta sexta, dia 31, em circuito nacional, depois de fazer sucesso no início deste ano na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, e também de ser exibido no Festival de Paulínia.

Mais do que a própria história, é o sentimento que ela desperta – no elenco e no público – que torna o longa especial. Já na primeira cena vemos Filipa (Laura Neiva) e seu pai (o francês Vincent Cassel) brincando no mar. A família está reunida na casa de praia de Búzios (RJ), para as férias de verão.

Aos poucos descobrimos com Filipa que a relação de seus pais, Matias e Clarice (Débora Bloch) está por um fio. Enquanto se diverte com os irmãos e amigos, se apaixona e começa a perceber o seu mundo de adolescente um pouco diferente, Filipa reage às brigas da família, descobre segredos e seus sentimentos ficam à flor da pele.

Ao mesmo tempo que odeia o pai por trair sua mãe, ela o ama. Ela também sente pena da mãe, que bebe para superar as feridas do casamento, mas insiste em contrariá-la. Os sentimentos dividos norteam todo o filme, e justificam o título – quem presenciou a separação dos pais se sente mesmo à deriva, perdido entre tanta mágoa.

Por mais complicado que seja para um casal admitir que não se ama mais, a falta de amor de um pelo outro não significa ausência de afeto pelos filhos. E esta é a grande nuance do filme, mostrar que o relacionamento acaba mas o filhos continuam precisando do amor dos pais.

Apesar do tema dramático – que poderia ser piegas ou excessivamente melancólico – tudo em À Deriva é afetuoso, a começar pelo elenco com a bela e espontânea Laura Neiva, e o casal Vincent Cassel e Débora Bloch, viscerais em suas interpretações. Laura e Cassel, especialmente, funcionam muito bem e transmitem os laços – nem sempre carinhosos – que (des)unem as famílias. O figurino de Alexandre Hercovitch, a fotografia de Ricardo Della Rosa, a trilha sonora de Antônio Pinto e, claro, a direção de Heitor Dhalia (com a colaboração de Joana Mariani), também estão em perfeita sintonia.

O roteiro de Dhalia e Vera Egito deixa claro os sentimentos confusos, privilegiando diálogos fortes – um deles, bem marcante, quado Matias diz que odeia Clarice e ela revida, dizendo que um dia ele a amou, no que ele ataca: ‘mas isso faz muito tempo’. A cena final remete ao começo, mostrando que por mais dolorosa que seja a vida, ela continua. E, até nos momentos aparentemente insuperáveis, a gente suporta tudo. Porque quando a gente ama alguém, perdoa seus deslizes.

 

À Deriva
Gênero:   Drama
Tempo:  101 minutos
Ano:  2009
Direção:
Heitor Dhalia
Roteiro:
Heitor Dhalia e Vera Egito
Elenco:
Vincent Cassel, Cauã Reymond, Débora Bloch, Camilla Belle e Laura Neiva

De 7 a 16 de agosto  será realizada, na Cinemateca Brasileira em São Paulo, a III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, evento  que neste ano apresenta 77 títulos das três primeiras décadas do século XX, mais um programa composto por 74 filmes curtíssimos dos irmãos Lumière.
 
Todos os filmes serão exibidos com acompanhamento musical ou sonoro, na sala Cinemateca BNDES. Neste ano a jornada conta com 34 artistas convidados para acompanhar todas estas sessões. Os mesmos filmes terão projeção silenciosa na Sala Cinemateca Petrobras. Nos dias 13, 14, 15 e 16 de agosto a Jornada também contará com exibições especiais na Sala São Paulo.
 
As apresentações nas salas da Cinemateca Brasileira terão entrada franca, e na Sala São Paulo haverá venda de ingressos.

A abertura do evento será realizada na Sala BNDES da Cinemateca Brasileira, no dia 07 de julho, às 20h30, com a exibição dos curtas: A Expedição Brasileira de 1916 (Dan Fuller, 7′, 2006, 35mm, bp, EUA); Cadtastrophe (Dan Fuller, 3′, 2003, 35mm, bp, EUA);  Rituais e festas borôro (Thomaz Reis, 26′, 1916, 35mm, bp, Brasil); A Comuna (“La Commune”, Armand Guerra, 22′, 1914, 35mm, bp, França) e Imagens francesas de Sieurin (“Sieurins franska bilder”, Alice Guy/Gaumont Produções, 19′, 1899-1900, 35mm, cor, França).

As exibições terão acompanhamento musical de Felipe Julian, Carlinhos Antunes e Simone Sou.

III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, de 7 a 16 de agosto de 2009
Classificação: 12 anos
 
– Cinemateca Brasileira – Sala Cinemateca BNDES (205 lugares +  4 para cadeirantes) / Sala Cinemateca Petrobras (110 lugares)
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino
Telefone: 11 3512-6111
Entrada franca
 
– Sala São Paulo (1484 lugares) – Quinta, 13/8 (21h); Sexta, 14/8 (21h); Sábado, 15/8 (16h30) e Domingo, 16/8 (17h).
Praça Julio Prestes, 16 – Centro
Telefone: 11 3223-3966
Preços: de R$ 30 a R$ 104
Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação
Recomendação etária: 7 anos
Estacionamento: 610 vagas (592 comuns e 18 para Portadores de Necessidades Especiais) – R$ 8.
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Ingressos também pela Ingresso Rápido 4003-1212 –
www.ingressorapido.com.br

Calorosamente aplaudido pela plateia que lotou o Cine São Luis Severiano Ribeiro na noite desta terça, 28, o 19º Cine Ceará  começa com a segunda parte de Che, épico de Steven Soderbergh.

A festa cinematográfica teve início com a entrega de certificados de conclusão do Curso de Animação promovido em parceria entre a Casa Amarela Eusélio Oliveira e a COELCE – Companhia Energética do Ceará, uma das patrocinadoras do evento.  Os adolescentes subiram ao palco e, sob aplausos, anunciaram a exibição de O Som da Floresta, criação coletiva resultante da atividade.

Depois foram ao palco Wilson Feitosa, representante da Europa Filmes, Santiago Cabrera, ator e Luis Garcia Gutierrez, o Fisín, responsável por alterar as feições de Che. Emocionado, o dentista de 92 anos se disse feliz por estar no Ceará terra de “um povo jovial, simpático e caloroso”. Já o galã Cabrera afirmou que Che foi “um projeto muito especial para todos os atores envolvidos”, no filme de Soderbergh, previsto para entrar no circuito comercial brasileiro em setembro.

A segunda parte do longa metragem que narra o segundo e fatal capitulo da biografia de Guevara – a guerrilha e a morte na Bolívia – emocionou os presentes à abertura do 19º Cine Ceaá, que até 4 de agosto exibe, além dos selecionados para a mostra competitiva, retrospectiva de filmes relacionados  ao herói cubano Ernesto Che Guevara.

A mostra competitiva ao Troféu Mucuripe começa hoje com a exibição dos curtas-metragens Leituras Cariocas, de Consuelo Lins, Selos, de Gracielly Dias, A Mulher Biônica, de Armando Praça e do longa-metragem O Prêmio, de Alberto Chicho Durant.

Confira programação completa em http://www.cineceara.com.br/

No domingo, 2 de agosto, às 11h, será realizada uma pré-estreia aberta ao público do filme O Contador de Histórias na estação Santa Cecília do Metrô de São Paulo. Em uma iniciativa inédita, o projeto cultural desenvolvido pelo Metrô oferece diversas opções de entretenimento, permitindo aos usuários interação com a cidade por meio da tecnologia em um espaço de serviços e conveniência.
 
De acordo com a premissa de interação cultural, a sessão de O Contador de Histórias permitirá que o público assista ao filme em primeira mão, e também tomar contato com a história de superação de um brasileiro batalhador como tantos outros que transitam pelas plataformas da estação todos os dias.
 
O projeto teve início na estação Santa Cecília, escolhida como referência para a ação, mas também será implantado em outras 15 estações. Nesta primeira etapa, o espaço cultural conta com biblioteca, revistaria, café com lounge, espaço para apresentações musicais e de poesia, bem como estrutura para exposições temporárias de fotografia e artes plásticas, painéis para mostras permanentes e telão de cinema para exibição de filmes e documentários.
 
Na área, ainda estão disponíveis telas de LCD com conteúdo cultural e informações de interesse da população, totem multimídia touchscreen interativo e totem móbile. O projeto foi idealizado para aproveitar, de forma plena, todo o potencial das estações do Metrô a fim de estabelecer vínculos com a cidade de São Paulo e sua história.
 
O Contador de Histórias
conta a história de Roberto Carlos Ramos, um menino cheio de imaginação que é deixado pela mãe em uma entidade assistencial recém criada pelo governo. Aos treze anos, após incontáveis fugas, ele é classificado como ‘irrecuperável’ nas palavras da diretora da entidade.

Contudo, para a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que vem ao Brasil para o desenvolvimento de uma pesquisa, Roberto representa um desafio. Determinada a fazer do menino o objeto de seu estudo, ela tenta se aproximar dele. O que surge entre os dois é uma relação de amizade e ternura, que porá em xeque a descrença de Roberto em seu futuro e desafiará Margherit a manter suas convicções.

O filme estreia em 7 de agosto e é distribuído pela Warner Bros Pictures.

O Instituto Moreira Salles, no Rio, realiza a mostra O outro eu, de 31 de julho a 6 de agosto. Os filmes selecionados provocam a reflexão sobre o cinema documentário como uma radicalização da experiência da arte.

São 12 títulos nacionais com temas variados, entre eles: Santiago, de João Moreira Salles, Um passaporte húngaro, de Sandra Kogut e Andarilho, de Cao Guimarães.

 Programação

 31 de julho

14h – O amendoim da cutia (Kiarãsâ yô Sâty, realizado na aldeia Panará, 2005. 51‘); Novos tempos (Xinã Bena, realizado na aldeia Huni Kui, 2006, 52’) Produção de Video nas Aldeias, coordenação de Vincent Carelli e Mari Correa.

18h- Devoção, de Sérgio Sanz (Brasil, 2008, 85’)

 1 de agosto

 16h – Andarilho, de Cao Guimarães (Brasil, 2006, 80’)

 20h – Santiago, de João Moreira Salles (Brasil, 2007, 80’, livre)

 2 de agosto

 16h – Juizo de Maria Augusta Ramos (Brasil, 2008, 90’)

20h – Santiago, de João Moreira Salles (Brasil, 2007, 80’)

 4 de agosto

 14h – 500 almas de Joel Pizzini (Brasil, 2007, 105’)

18h – O tempo e o lugar de Eduardo Escorel (Brasil, 2008, 97’)

 5 de agosto

 18h – Um passaporte húngaro de Sandra Kogut (Brasil, 2001, 74’)

 6 de agosto

 16h – Cheiro de pequi (Imbé Gikegü 2006, 52’) e O dia em que a lua menstruou (Ngune Elü, 2006, 52’). Produção de Video nas Aldeias, coordenação de Vincent Carelli e Mari Correa.

 20h – O amendoim da cutia (Kiarãsâ yô Sâty, realizado na aldeia Paraná, 2005, 51’); Novos tempos (Xinã Bena, realizado na aldeia Huni Kui, 2006, 52’). Produção de Vídeo nas Aldeias, coordenação de Vincent Carelli e Mari Correa.

IMS – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP: 22451-040 – Rio de Janeiro -RJ
Tel: 21 3284-7400

Preço do ingresso: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia entrada)

Inimigos Públicos

julho 24, 2009

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por Janaina Pereira

Michael Mann dirigiu um dos meus filmes favoritos – O Informante (1999) – e mostrou ser um diretor ousado ao colocar Tom Cruise como assassino e vilão de Colateral (2004). Apesar de seu penúltimo longa ter sido o revival colorido da série Miami Vice, Mann merece crédito. Gosto dele como direitor e roteirista. E colocar no mesmo filme Johnny Depp – talvez o ator mais expressivo de sua geração -, Christian Bale e Marion Cotillard não é para qualquer um. Adaptação do romance de Bryan Burroug, Inimigos Públicos – último trabalho de Mann que chega aos cinemas hoje – prometia ser um grande filme. Ficou só na promessa.

Ambientado nos anos de 1930, mas precisamente em 1933, época em que os agentes do FBI tentavam capturar notórios gângsteres americanos como John Dillinger, Baby Face Nelson e Pretty Boy Floyd, o filme mostra o auge da criminalidade americana. A história é centralizada no duelo entre John Dillinger (1903-1934), vivido por Johnny Depp,um assaltante que fez fortuna  e colecionou fama  com ações espetaculares contra bancos (uma instituição que contava com pouca simpatia do público na época) e Melvin Purvis (Christian Bale), agente especial de um FBI ainda com poucos recursos, que cruza o país em busca de bandidos que se tornaram celebridades por humilharem o Estado.

O longo filme (140 minutos) gira em torno desses dois personagens, mas não há nada de espetacular em suas cenas, nem mesmo quando se enfrentam cara a cara. Neste momento, aliás, Depp tem uma ótima tirada de humor, e apaga de vez – ou seria mais uma vez? – Chris Bale.

Bale é um bom ator, mas atravessa fase ruim: em seus últimos filmes – Batman, o cavaleiro das trevas e Terminator 4 – tem sempre outro ator para lhe roubar a cena. Aqui, seu personagem não tem fúria nem dúvidas contra o sistema, não tem paixão pelo que faz, está sempre com a mesma cara lânguida, a não ser na cena em que carrega nos braços o enfeite da vez, Marion Cotillard – a atriz é coadjuvante de luxo, no papel da mocinha pobre apaixonada pelo bandido. Ali, o personagem de Bale mostra alguma reação ao que está acontecendo a sua volta.

Inimigos Públicos até tenta ter o charme dos clássicos filmes de gângsters, como Os Intocáveis (a cena do primeiro assalto ao banco tem semelhança, na direção, na arte e na fotografia, com a cena da estação de trem do filme de Brian de Palma). É grandioso, bem dirigido, tem figurino e trilha sonora impecáveis, a direção de arte é um primor e a fotografia não decepciona, mas nada disso torna o filme excepcional. Falta sal, falta tempero, falta um algo a mais.

Mesmo com o carisma inegável de Depp, o melhor do longa de Michael Mann está em seus 30 minutos finais: a sequência da emboscada no cinema, com a já manjada câmera lenta, recurso fácil que ainda funciona muito bem em produções como esta, é de tirar o fôlego. Mas no restante do filme, o diretor ficou devendo.

Public Enemies

Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Giovanni Ribisi, Channing Tatum, Stephen Dorff, David Wenham, Stephen Graham.
 
Direção: Michael Mann
Gênero: Drama/Policial
Duração: 130 min.
Distribuidora: Paramount Pictures

Assista ao trailer de Inimigos Públicos  aqui.

Veja abaixo links para trailer inédito de Terror na Antártida (Whiteout), filme da Warner Bros. Pictures com estreia prevista nos cinemas brasileiros para 9 de outubro. O longa é estrelado por Kate Backinsale e dirigido por Dominic Sena.

Na trama , a agente Carrie Stetko (Kate Beckinsale) procura um assassino na Antártica, onde o sol está prestes a se pôr durante todo o inverno, inaugurando uma escuridão que durará os próximos seis meses.

– Windows Media Player

 
http://raincloud.warnerbros.com/wbol/br/movies/whiteout/whiteout_tlrf1_br_sub_high.asx
http://raincloud.warnerbros.com/wbol/br/movies/whiteout/whiteout_tlrf1_br_sub_low.asx
http://raincloud.warnerbros.com/wbol/br/movies/whiteout/whiteout_tlrf1_br_sub_med.asx http://raincloud.warnerbros.com/wbol/br/movies/whiteout/whiteout_tlrf1_br_sub_mini.asx
 
– Quicktime


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O Grupo Baader Meinhof

julho 22, 2009

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por Janaina Pereira

Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, O Grupo Baader Meinhof chega às telas nesta sexta, dia 24. O longa traz a história real de um grupo político extremista, posteriormente considerado terrorista.

Na Alemanha dos anos 1970,  Andreas Baader (Moritz Bleibtreu), Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) agitam a população ao liderarem um movimento com alta dose de ideologia. A proposta de salvar o mundo, a qualquer custo, do capitalismo e do domínio mundial norte-americano, resulta em diferentes crimes.

O radicalismo dos jovens criados no período pós nazismo é levado a fundo no filme, com inúmeras cenas de ação focadas nos crimes cometidos pelo grupo.

Embora o objetivo deles fosse buscar os direitos do homem, a forma desumana de protesto fez com que sujassem suas mãos – e a história – com sangue. O filme mostra todos os passos do grupo com precisão, tornando-se longo e cansativo. Acaba se tornando um registro histórico de um período conturbado que ameaçou a democracia européia.

Assista  ao trailer do filme aqui.

O Guerreiro Genghis Khan

julho 21, 2009

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por Janaina Pereira

Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, o épico O Guerreiro Genghis Khan, do russo Sergei Bodrov, estreia finalmente por aqui – nesta sexta, 24. O filme acompanha a vida do conquistador mongol Temudgin (1162-1227), que se tornou um mito ao unir os mongóis no começo do século 13, cruzou a Grande Muralha da China e conquistou grande parte da Ásia.

A aventura começa com  Temudgin ainda garoto, assistindo a morte do pai, líder da tribo, assassinado por um clã rival. Segundo os costumes, quando o Khan (rei tribal) é eliminado, sua família é abandonada pelo povoado e o primogênito perseguido pelo algoz. É o que acontece com o menino, que se torna um fugitivo. Para sobreviver, devota sua fé na lenda xamânica do lobo cinzento que devora a Terra.

Em suas andanças, Temudgin  tem sua vida salva pelo garoto Jamukha. A amizade é imediata e faz com que os dois selem um pacto de sangue, tornando-se irmãos.

Já adultos – e interpretados pelo ator japonês Odnyam Odsuren e pelo chinês Honglei Sun, respectivamente – eles se unem quando Borte (Khulan Chuluun), mulher de Temudgin, é roubada pela tribo dos Merkit. Ambos dão início a uma sangrenta batalha contra os raptores. Mais tarde, porém, o destino coloca-os em lados oposto.

Sem dúvida a história por si só é cercada de heroísmo, e foi esse o foco que o diretor deu à trama. O filme explora bastante a relação de Temudgin e Jamukha mas, especialmente, a do líder mongol e sua mulher, permeada de indas e vindas, mas sempre cercada de lealdade e companheirismo.

Como todo épico, tem uma parte técnica caprichada, com destaques para a fotografia, figurino e trilha sonora. As cenas de batalha, bem ao estilo hollywoodiano, lembram o filme Coração Valente, de Mel Gibson.

O Guerreiro Genghis Khan é o típico filmão que enche a tela do cinema. Sua narrativa apenas correta de uma história tão grandiosa o torna lento muitas vezes, ainda que tenha numerosas cenas de ação. É um bom filme, mas longe de ser espetacular.

Mongol       

Direção: Sergei Bodrov

Gênero: Ação/Drama/ Aventura

País: Cazaquistão

Duração: 120 minutos

Assista ao trailer do filme aqui.

Halloween – O Início

julho 20, 2009

por Janaina Pereira

Halloween – O Início, refilmagem do clássico de 1978 de John Carpenter pelas mãos do roqueiro Rob Zombie, entra em cartaz nos cinemas nesta sexta, dia 24. Para fãs do terror, o longa é um prato cheio.

O filme retoma o começo da vida de Michael Myers, quando ele ainda era criança, e se tornou serial killer. Aos 10 anos de idade, o garoto é atormentado por seus colegas de escola e vive em conflitos em sua casa. O menino costuma usar uma máscara de palhaço e, para extravasar sua raiva do mundo, tortura e mata animais.

Sua raiva, no entanto, começa a extrapolar. Após matar um colega de escola, Michael comete um massacre em sua casa, matando o padrasto, a irmã e o namorado dela. Somente a pequena Boo, sua irmã mais nova, ainda bebê, sobrevive. Preso e internado em um manicômio, recebe visitas de um psquiatra e da mãe, até que tenta matar uma enfermeira e passa a viver na reclusão total.

Os anos passam e Michael consegue fugir do manicômio. Começa, assim, sua vingança contra aqueles que cruzaram seu caminho e a perseguição à irmãmais nova, agora uma adolescente que não tem ideia do perigo que corre.

Com muito sangue e gritos, o filme causa pânico e tensão. Impossível não se envolver com a história e com o clima sombrio de Halloween – O Início. Para quem gosta de filmes de terror, os sustos estão garantidos.

Assista ao trailer de Halloween – O Início aqui.