Festival de San Sebastian 2011 – Day 4

setembro 19, 2011

 

Por Janaina Pereira, de San Sebastian

A atriz, cantora e diretora canadense Sarah Polley (foto) conquistou a imprensa em San Sebastian com seu segundo trabalho para o cinema, o drama Take this Waltz, que traz Michelle Williams e Seth Rogen como protagonistas. O longa è um dos concorrentes a Concha de Ouro de melhor filme.

A historia è simples: uma jovem dona de casa (Michelle) casada e aparentemente feliz, se interessa por um estranho, que logo ela descobre ser seu vizinho. Dividida entre a razao e a emocao, ela tenta levar a situacao da melhor forma possivel, mas em algum momento tera que decidir com quem ficar.

Sarah, que adaptou o livro homonimo para a telona, conduz bem a historia, sem deixar a trama cair na banalidade. Por melhor que sejam suas intencoes de fazer um filme independente bacana que fala sobre as armadilhas do coracao, ela acaba esbarrando em alguns problemas como a pouca profundidade dos diàlogos, e a resolucao rapida demais da trama em seus momentos finais. Mas, o maior deles, està na escolha de sua protagonista. Michelle Williams è otima, mas anda fazendo sempre o mesmo papel, de moca confusa em seus sentimentos, e sempre em filmes independentes que tentam ser modernos.

Nao foi por acaso que, na coletiva de imprensa, Sarah foi questionada que seu filme lembrava muito Blue Valentine, um dos melhores filmes recentes sobre relacionamentos, que è protagonizado por… Michelle Williams. Contrariada, a diretora – que chamou muita atencao eu seu filme de estreia, Longe Dela, que trouxe Julie Christie (indicada ao Oscar) de volta ao cinema – respondeu que seu Take this Waltz nao tinha nada a ver com Blue Valentine, e que Michelle foi escolhida por ser uma boa atriz. Tudo bem, pode ser que a intencao nao era essa… mas que em varios momentos o filme lembra o sucesso de , ah, lembra sim!

De qualquer modo, è bom dar mèritos a diretora Sarah Polley que mostrou ao mundo uma faceta mais seria do comediante Seth Rogen, que se sai muito bem como o marido fofo, mas um tanto distante, da protagonista. E com certeza a diretora vai cair nas gracas daqueles que cultuam o cinema romantico independente como uma vàlvula de escape para os desgastados melodramas hollywoodianos.

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