Festival de Veneza 2011 – Day 10

setembro 10, 2011


 

por Janaina Pereira

 

Conheça as chances de cada filme ao Leao de Ouro 2011.

 

Tudo pelo Poder, de George Clooney – O otimo longa de Clooney abriu o festival come stilo. Uma trama tensa, sobre um assessor de politico que pondera o jogo sujo e as imperfeiçoes para se dar bem neste mundo. O filme tem chances em varias categorias, como melhor filme, diretor, roteiro e, especialmente, ator – Ryan Gosling ja esta sendo apontado como candidato ao Oscar 2012.

Saideke Balai, de Wei Te-sheng – Produzido por John Woo, o filme é um equivoco, longo, chato e cansativo.

Carnage, de Roman Polanski – Polanski ja é bom por si so, com um texto fantastico nas maos entao… ele deita e rola nessa comedia sobre dois casais que se conhecem apos uma briga entre seus filhos. Preferido da critica, o filme tem chances nos premios de ator – Christoph Waltz e John C. Reilly inspirados – mas, especialmente, na premiaçao de atriz aparece como favorito – ninguem em Veneza foi melhor do que Kate Winslet e Jodie Foster.

Un Été Brûlant, de Philippe Garrel – Um dos piores filmes do Festival. Chato, cansativo, disperso, totalmente fora de contexto. Nem mesmo a beleza de Monica Bellucci se salva.
A Dangerous Method, de David Cronenberg – A amizade e a rivalidade de Jung e Freud ganharam um filme quase perfeito de Cronenberg. As boas atuaçoes masculinas de Viggo Mortensen e Michael Fassbender (fortes candidatos ao premio de melhor ator) fazem com que a convincente, mas irregular Keira Knightley seja o ponto fraco do filme. Uma atriz de talento fazendo o papel da louca Sabine tornaria A Dangerous Method um grande filme de verdade.

Alpis, de Yorgos Lanthimos – A maioria dos jornalistas gostou do filme, eu achei muito chato.

Poulet aux Prunes, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud – Belo filme que conta uma historia de amor em diversos generos, do drama a comedia. Mathieu Almaric, otimo, enfrenta forte concorrencia para levar o premio de melhor ator.

Shame, de Steve McQueen – Para mim o grande filme do Festival. A historia do homem bem sucedido que nao consegue se relacionar intimamente e por isso so faz sexo casual è forte e intensa, proporcionando cenas ousadas mas extremamente elegantes. Michael Fassbender aparece como forte candidato como ator, Carey Mulligan, mesmo como coadjuvante, tem chances como atriz, e McQueen pode levar direçao, roteiro ou melhor filme, o que seria o justo.

Terraferma, de Emanuele Crialese – O bom filme sobre os problemas da imigraçao na Italia tem alguma chance de ganhar o premio de roteiro. Mesmo nao sendo o melhor do festival, é um roteiro que mexe na ferida exposta que os europeus detestam pensar que existe: o que fazer com quem vem de fora e quer ficar no Pais custe o que custar.
“Dark Horse”, de Todd Solondz – A comedia sobre o looser que mora com os pais e vive um amor platonico agradou, e pode surpreender no premio de roteiro.

O Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson – O filme de espionagem que se passa na Guerra Fria pode surpreender nas categorias principais – filme, roteiro e direçao – e tem Gary Oldman e Colin Firth acirrando a disputa de melhor ator.
“Tao Jie”, de Ann Hui – O simplorio filme entrou para a lista dos longas orientais que nao fizeram sucesso nesta competiçao.

Himizu, de Sono Sion – Tentativa infeliz de fazer de uma boa historia de manga um filme bacana. Interessante, mas nao convenceu.

“O Morro dos Ventos Uivantes”, de Andrea Arnold – Otima adaptaçao do classico de Emile Brunte, tem chances na categoria de ator revelaçao para o casal protagonista.

“People Mountain, People Sea”, de Cai Shangjun – Mais um oriental que nao agradou.

“4:44 – Last Day on Earth”, de Abel Ferrara – A boa tentativa de Ferrara de falar do fim do mundo nao causou o impacto esperado.
“Quando la Notte”, de Cristina Comencini – O final cheio de defeitos tornou o filme um dos maiores fiascos do Festival.
“Hahithalfut”, de Eran Kolirin – Filme estranho com gente esquisita. Esquisito demais para ganhar qualquer coisa.
“Faust”, de Aleksander Sokurov – Esteticamente bom e mesmo sendo cansativo, tem seus fas no Festival. Corre por fora em melhor filme e roteiro.

“Killer Joe”, de William Friedkin – A grande surpresa do Festival è uma das apostas para ator revelaçao – Juno Temple, otima – e pode surpreender em filme, roteiro e direçao.

“L’Ultimo Terrestre”, de Gian Alfonso Pacinotti – A divertida comedia italiano que mostra Ets para criticar os italianos pode surpreender em roteiro.

“Life Without Principle”, de Johnnie To – Sem a caracteristica violencia de Johnnie To, o filme agradou, mas nao o suficiente para vencer.

“Texas Killing Fields”, de Ami Canaan Mann – Boa trama policial sem força para ganhar o Leao, mas tem Chloë Moretz, outro nome para a categoria revelaçao.

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