Uma Manhã Gloriosa

abril 1, 2011

por Janaina Pereira

 

Adoro o Harrison Ford. Ator que ficou famoso depois dos 30 anos – coisa rara em Hollywood – ele é dono dos melhores personagens do cinema recente: Indiana Jones, Han Solo e o Deckard de Blade Runner, além de ser o melhor presidente que os EUA já teve em Força Aérea Um, e o melhor Jack Ryan dos três que foram parar nas telonas, em Perigo Real e Imediato.

Todo esse passado brilhante do querido Harry ficou literalmente para trás. Faz tempo que o ator não emplaca um sucesso, e em Uma Manhã Gloriosa, seu mais recente trabalho, a situação não é diferente. Além de ser creditado após Rachel McAdams (de Sherlock Holmes), Ford serve de ‘escada’ para a atriz fazer graça. Lamentável.

Uma Manhã Gloriosa, de Roger Michell (diretor de Um lugar chamado Nothing Hill) é um equívoco atrás do outro. Comédia romântica das mais sem graças, em que o romance fica em segundo plano para dar espaço a um clichê: a disputa por um lugar ao sol no trabalho. O tema, batido, é um desafio para qualquer roteirista, mas eu tinha esperança de ver algo razoável, já que o roteiro estava nas mãos de Aline Brosh McKenna, que adaptou o sensacional O Diabo Veste Prada e escreveu o simpático Vestida Para Casar.

Dessa vez a roteirista errou feio e nada se salva no filme. A trama gira em torno de Becky, uma jornalista que perdeu o emprego (Rachel McAdams) e luta desesperadamente para arrumar outro trabalho. Ela é produtora de jornais matutinos para a TV, e consegue um emprego graças a sua insistência. Com um programa fracassado na mão, ela vê em um experiente jornalista (Harrison Ford) a chance de reerguer sua carreira e o programa, claro.

Entre situações manjadas como o romance com o colega de trabalho bonitão e mulherengo e a conquista da equipe graças à sua doçura e garra, a jornalista é um poço de clichês e forçadamente equivocada em situações constrangedoras.

No meio de tudo isso ainda temos Diane Keaton (de Alguém Tem Que Ceder) como coadjuvante do já coadjuvante Harrison Ford. Para quem não exige nada de um filme, pode ser que encontre algo positivo na trama, mas realmente é difícil. Uma Manhã Gloriosa passa completamente desapercebido em qualquer cinema e na carreira de Harrison Ford. Desnecessário ele ter feito este filme, mas a gente finge que não viu.

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Uma resposta to “Uma Manhã Gloriosa”

  1. É lamentável um ator do calibre dele – adoro O Fugitivo, Han Solo e Indiana Jones – servir de escada como vocÊ diz. Vou tentar assistir hoje e depois te digo o que achei. bjks

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