O Garoto de Liverpool

novembro 30, 2010

por Janaina Pereira

 
 
No ano em que John Lennon faria 70 anos e sua morte completa 30 anos, e depois de mais uma passagem com sucesso de Paul McCartney pelo Brasil, os Beatles estão mais em alta por aqui do que nunca. Bem, os Beatles nunca estiveram em baixa, talvez só quando Lennon disse que eles eram mais populares que Jesus Cristo. Se você não é fã do maior grupo de música da história, e não sabe muito bem quem é John Lennon, tem a chance de aprender um pouco em O Garoto de Libverpool (Nowhere Boy),de Sam Taylor-Wood.
 
Para os fãs o longa não apresenta nada de novo e até decepciona. Beatlemaníaco de verdade já sabia de tudo que o filme narra, mas ainda assim bate uma certa emoção em ver na telona a adolescência de John Lennon. A trama se concentra na conturbada adolescência de Lennon (Aaron Johnson), que resolve enfrentar o mundo e acredita que a música é um bom passo para isso.
 
Ele é apenas mais um garoto rebelde, que adora chamar a atenção e é obcecado pela conquista do amor de sua mãe, Julia (Anne-Marie Duff), que o abandonou quando era criança. Criado pela controladora tia Mimi Smith (Kristin Scott Thomas), John resolve montar uma banda. No meio de todos os problemas familiares, ele cria seu primeiro grupo musical, o Quarrymen.
 
Com roteiro de Matt Greenhalgh, baseado no livro Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon – escrito por Julia Baird, irmã de Lennon – o drama retrata uma Liverpool dos anos 1950 prestes a ser colocada no mapa mundial. Alguns dos momentos mais importantes da história da música estão ali, ainda que discretamente. É bacana ver, por exemplo, o início da amizade  de Lennon com Paul McCartney (Thomas Sangster), que resultaria em uma das maiores parcerias musicais de todos os tempos, e ainda como George Harrison (Sam Bell) foi incorporado ao grupo. Porém, o que mais impressiona é a transformação física do ator Aaron Johnson, que não parece em nada com Lennon, mas no decorrer do filme fica à imagem e semelhança do cantor. Outro fato interessante é que Lennon é gatinho no filme, já o Paul, que era bem mais bonito, aparece como um carinha sem sal e sem tempero. Mas nada supera a lendária tia Mimi ser interpretada pela magistral Kristin Scott Thomas, perfeira (como sempre) no papel. 
 
O Garoto de Liverpool  talvez não seja o filme que fãs dos Beatles, como eu, esperava, mas pode fazer uma nova geração entender um pouco mais sobre quem foi o cara que começou uma grande revolução no mundo pela música. E no final bate aquela saudade e a certeza de, ao contrário do que John Lennon disse uma vez, o sonho nunca vai acabar.

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