Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

novembro 17, 2010

  
 
por Janaina Pereira
 
 
Não sou fã de Harry Potter. Isso não significa que tenha aversão aos livros – que nunca li – ou aos filmes, apenas não consigo ver muita graça na trama. Ok, os filmes são grandiosos, os atores são fofos mas até aí, nada demais. Meu ofício, no entanto, é ir lá, ver o filme, e dar minha modesta opinião. Então lá fui eu assistir  Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1) – ou HP 7. E, para começar, respirem aliviados: eu achei o filme legal. É verdade que rende uns cochilos para quem não é fã, já que o ritmo é lento e a orgia visual não rola na primeira uma hora. Mas, no final das contas, supera o anterior,  Harry Potter e o Enigma do Príncipe,   que, quando realmente acontece, simplesmente termina.
 

Harry Potter e as Relíquias da Morte é o  último livro da série criada por J.K. Rowling, que foi divido em duas partes – a segunda estreia só ano que vem. Gostando ou não, está é uma das mais importantes séries literárias do século XXI e Potter um dos grandes personagens do cinema. Muita gente cresceu com a série, assim como os atores, que foram mudando fisicamente e hoje fazem parte do imaginário de uma geração inteira.

Talvez até por estar dividido em duas partes, As Relíquias da Morte  começa em ritmo lento, afinal, o longa não tem pressa porque a história só termina ano que vem mesmo. Em aproximadamente duas horas e meia, a trama se explica, contruindo uma ambientação tensa. Após ganhar força nos últimos filmes, Voldemort  (Ralph Fiennes) amplia  influências ao tomar o Ministério da Magia e a Escola de Hogwarts, se dedicando a um objetivo: descobrir como matar Harry Potter (Daniel Radcliffe). 

Harry passa a perseguir as chamadas Horcruxes para, aos poucos, destruir a alma do vilão. Para isso, contará com a ajuda dos amigos Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint, para mim o mais divertido personagem e o ator que mais sobressai entre os jovens). Destaque para a fofíssima cena em que Harry tira Hermione para dançar – a dupla vai da tristeza à alegria passageira em um momento de amizade e companheirismo que sempre foi marcante entre os personagens da série.

Ao contrário do que andam dizendo por ai, não achei o filme com final inacabado. Pelo contrário: o diretor David Yates faz uma cena de ascensão do mal que eu só vi antes no clássico O império contra-ataca, um dos raros filmes de séries em que o mal vence – ainda que em um filme apenas, mas vence.

O longa seria o primeiro da série a ser lançado em 3D, mas teve seu lançamento no formato cancelado poucas semanas antes da estreia oficial. Conferindo o filme é possível verificar algumas cenas que possivelmente foram pensadas para o 3D, como as que mostram a cobra Nagini. Sinceramente, prefiro um Harry Potter em 2D do que uma conversão pífia para o 3D como a própria Warner Bros. fez com Fúria de Titãs.

A expectativa agora é para ver se Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 consegue manter o mesmo nível desta primeira parte. Enquanto isso os fãs se divertem com a penúltima visita de Harry Potter e sua turma à telona. Poxa, Potter, até eu já estou com saudades.

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Uma resposta to “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”

  1. Douglas said

    Que critica honesta, hein? Haha, honesta até demais!

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