Coletiva: Cabeça a Prêmio

agosto 18, 2010

por Pedro Costa de Biasi

Uma coletiva realizada no CineSesc reuniu jornalistas e elenco da produção Cabeça a Prêmio, que estreia nessa sexta, 20. Estiveram presentes Marçal Aquino, autor do livro homônimo em que o filme foi inspirado; Felipe Braga, roteirista da adaptação; Paulo Schmidt, produtor; Marco Ricca, diretor; e os atores Otávio Müller, Fulvio Stefanini, Cássio Gabus Mendes e Eduardo Moscovis.

Moscovis nem citou que era ator: “Eduardo Moscovis, amigo do Cássio”. Todos os entrevistados faziam questão de se referir uns aos outros como amigos. O diretor Marco Ricca se disse sortudo por ter contado com atores tão talentosos dispostos a trabalhar em seu primeiro longa.

“Fui cercado de uma equipe impressionante”, elogiou, agora também se referindo aos outros profissionais com quem trabalhou. “Não só a gente, como a equipe toda fazia questão de estar ali”, acrescentou Moscovis.

O filme acompanha personagens angustiados, apresentados a partir do desmoronamento de uma situação estável. “Parece que o universo conspira contra esses personagens”, disse Ricca, sobre o enfoque da trama. “(O filme) É angustiante porque a vida é angustiante”, completou, deixando claro que é essa sensação que espera causar no público.

Com um filme voltado para os personagens, o trabalho dos atores foi muito valorizado. Perguntado sobre a base de uma boa interpretação, Fulvio Stefanini disse: “O essencial é ter um bom personagem. Tem que ser um pouco irresponsável, arriscar. O trabalho de ator é o risco que a gente corre.”

A produção, orçada em R$ 4 milhões e 300 mil, foi rodada principalmente no município de Cidrolândia (MT). A pré-produção durou três meses e as filmagens ocuparam sete semanas. Apesar disso, a equipe passou seis meses na cidade, com viagens esporádicas para visitar suas famílias. Iniciado em 2007, o projeto foi finalizado em três anos, tempo relativamente curto para um filme nacional.

O principal problema enfrentado por Ricca foi a captação de recursos. “A iniciativa privada não está fácil. Os editais também, são feitos por amigos de amigos de amigos”, desabafou. O diretor revelou ainda que discorda do modo como o BNDES oferece fundos para o cinema brasileiro. Faz pouco tempo que o cineasta recebeu a primeira parcela do valor prometido para a realização do filme. “Os caras dão o dinheiro quando eles querem”, criticou.

Cabeça a Prêmio estreia nos cinemas brasileiros nessa sexta-feira, dia 20.

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