Salt

julho 29, 2010

  
 
por Janaina Pereira
  
 
Eu não tenho saco para a ‘boa moça’ Angelina Jolie. Mulher perfeita, casada com um dos homens mais lindos do mundo, mãe de uma penca de filhos, adotou outros tantos, embaixadora da ONU, filantrópica, sexy, linda, etc e tal. Para mim Angelina faz tanta coisa boa pelo mundo para esconder o que ela é de fato: uma péssima atriz.
 
Não venham me dizer que ela atua bem – o Oscar por Garota Interrompida em que ela faz a ‘maluca beleza’ foi um acidente de percurso. Angelina é limitada e finalmente se deu conta disso ao abraçar de vez a carreira de ‘atriz de filmes de ação’. Agora ela só corre, pula, atira e salva o mundo, sem precisar abrir a boca para falar. É assim em Salt, principal estreia desta sexta, dia 30.
 
Magrela, Angelina começa o filme loira – tom que não lhe cai bem. Ela está levando umas bordoadas na Coréia do Sul, onde foi presa por ser suspeita de espionagem. Logo saberemos do o filme se trata: a Salt do título é Evelyn Salt, agente americana que acaba sendo acusada de ser uma agente russa infiltrada nos EUA.
O resto nem preciso contar: sobram socos, pontapés, tiros, correria, perseguições de carro, tombos, mortes, e uam série de infortúnios em que a protagonista tenta confundir o público se ela é ou não uma agente dupla – só os mais tolinhos para não sacarem na segunda cena de que lado ela realmente está.
 
Como uma espécie de Bruce Willis de saias, Angelina Jolie estapeia meio mundo sem perder a pose. Ela desfila três estilos diferentes de cabelo – que conseguem deixá-la sem sal – além de dois charmosos gorrinhos – que realçam seu rosto nos poucos momentos em que a atriz fica realmente bonita na telona.
Para os marmanjos, nada de decotes e sensualidade a la Sra Smith (de Sr & Sra Smith, o filme que se tornou clássico – menos para Jennifer Aniston – porque reuniu Angelina e Brad Pitt também fora das telas). O máximo de ousadia em Salt é quando Angelina tira a calcinha. Vejam, confiram e tirem suas próprias conclusões – ou não.
 
Dirigido por Phillip Noyce (que já dirigira Angelina no bom O Colecionador de Ossos) e contando com o talentoso Liev Schreiber como co-estrela, Salt é mais um fillme de ação que aposta em muitos explosivos e poucos diálogos. A trama rasa e insosa se apoia na protagonista que, no entanto, não acrescenta qualquer charme à história. Ciente de que é uma atriz de poucos recursos, Angelina Jolie pode até tentar fazer carreira em filmes de ação, mas está longe de convencer como esse tipo de heróina.
 
 
 Veja o trailer de Salt.
 
 
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