Shrek para Sempre

julho 5, 2010

 

por Janaina Pereira

Um é pouco, dois é bom, três é demais e quatro é desnecessário. Parece que essa foi a sina do ogro mais adorável do cinema. Shrek, o personagem troglodita, mas encantador, que levou a Dreamworks a duelar com a Pixar, chega à telona nesta sexta, dia 9, em sua quarta e dispensável aventura.

Sou fã de Shrek. Adoro, especialmente, a princesa ogra Fiona. Mocinho e mocinha fora dos esteriotipos, eles conseguiram uma legião de fãs em três longas de sucesso – ganharam até um Oscar. Mas em seu anunciado último filme, Shrek para Sempre (Shrek: final chapter), a história não segura o peso que os personagens têm, e o animado não passa de uma previsível e pouco criativa despedida.

O roteiro coloca o nosso ogro querido em crise. Shrek está cansado de sua rotina de pai de família. Na festinha de um ano de seus trigêmeos, é pressionado por uma criança chata e de voz cavernosa a se comportar como um selvagem. É quando ele percebe que sente saudades de seu passado.

Cansado dessa vida domesticada, Shrek assina um contrato duvidoso com Rumpelstiltskin, espécie de duende mágico saído dos contos dos Irmãos Grimm, que promete devolver a ele um gostinho de como era sua vida antes da “fama”. Em troca, o baixinho bom de lábia convence o ogro a abrir mão de um dia “qualquer” de sua vida. Rumpelstiltskin escolhe o dia de nascimento de Shrek, e quando o feitiço acabar todos os eventos da vida do personagem, e das pessoas que o cercam, serão apagados do mapa.

Nessa realidade alternativa, Shrek nunca conheceu Fiona nem Burro. O antes destemido Gato de Botas agora está mais para o gordão Garfield, e o Reino de Tão Tão Distante está sob o domínio de Rumpelstiltskin e seu exército de bruxas más. Claro que o ponto alto da história é Shrek reconquistar o amor de Fiona, mas nem isso salva a história.

Shrek para Sempre é mais do mesmo e está longe de ser uma despedida digna de nosso ogro preferido. Ao contrário de Toy Story 3, da Pixar, não consegue emocionar nem faz os fãs sentirem saudades. Aliás, fica a dica para a Pixar: um quarto Toy Story só se a história for realmente espetacular porque, como Shrek deixou bem claro, quatro filmes pode ser um exagero se o roteiro não for à altura dos personagens.

Assista ao trailer de Shrek para Sempre.

 

 

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