Patrik 1.5

junho 16, 2010

por William Magalhães

Tudo vai bem na vida de Goran (Gustaf Skarsgård) e Sven (Torkel Petersson). Eles acabam de se mudar para uma nova casa em uma nova vizinhança – uma espécie de subúrbio fofo e colorido nos mesmos moldes de Desperate Housewives -, onde a princípio são bem recebidos. O casal, no entanto, quer mais. Goran, bem mais que Sven, deseja formar uma família, ter filhos. Dada a impossibilidade genética de conceberem, eles recorrem à adoção.

Como muitos países não permite a adoção por casais gays, o serviço social não permite que ambos adotem. Até que um belo dia chega uma carta apresentando Patrik, um jovem que passou por uma série de problemas familiares. Um erro de digitação faz o casal esperar a chegada de um bebê de 1 ano e meio quando vem até eles um adolescente de 15.

Na impossibilidade imediata de resolver o engano, o casal vai até o serviço social onde descobre que o jovem passou por uma série de orfanatos e chegou a cometer alguns crimes. A falta de amor resulta num típico caso de rebeldia marginal do garoto. Mas a postura arredia e  homofóbica vai se desmoronando com o passar do tempo e à medida que ele começa a cuidar dos jardins das casas vizinhas.

Sven acaba não vendo isso. Com a chegada do rapaz, ele e Goran têm uma crise forte na relação. A gravidade da situação é elevada com os problemas com bebida do publicitário. Enquanto o tempo passa e Goran tenta encontrar uma família para Patrik, o jovem acaba fazendo amizade também com as crianças vizinhas, que antes os insultavam.

Dirigido pela sueca Ella Lemhagen, Patrik 1.5 mostra sem pudores a relação de um casal gay, com cenas de beijos e troca de carinho e afeto sem a caretice que há, por exemplo, em O Golpista do Ano, só pra ficar no exemplo de outra estreia recente com temática homoerótica de fundo.

Sem levantar bandeiras ou fazer militância o longa revela um pouco das dificuldades de um casal gay também conseguir adotar. O filme, que estreia nesta sexta, 18, tem o mérito de contar uma história sobre o amor e sobre a construção de uma família, sem ser muito baunilhinha tipo comercial de margarina ou conservador do tipo tradição e propriedade.

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