Plano B

junho 10, 2010

 

por Paloma Ornelas* 

Plano B (The Back-Up Plan), que estreia nesta sexta, 11, começa quando Zoe (Jennifer Lopez), uma bem sucedida dona de petshop, sente o tic tac do relógio biológico bater cada vez mais depressa. Sem esperanças de encontrar o homem certo ela resolve encarar uma gravidez independente e realizar o sonho de ser mamãe. Após ser inseminada, ao sair da clínica, ela conhece de forma inusitada Stan (Alex O’Loughlin) e não demora muito até que os dois se apaixonem.

 Agora grávida, Zoe e Stan precisam lidar com a recente vida a dois e uma gestação repleta de confusões.É notório que mães de primeira viagem enfrentem o nervosismo, inseguranças com o corpo e tenham lá suas manias, mas as situações mostradas em Plano B são elevadas à décima potência com a intenção de fazer rir e o tiro sai pela culatra. Em certos momentos, algumas cenas beiram o absurdo e caem para o mau gosto como a do parto de uma das amigas de Zoe em uma banheira com outras tantas entoando cânticos estranhos.

Sem querer levantar bandeiras, o filme ainda tende para um retrocesso (mesmo que inconsciente) da cultura feminista. A ideia de uma mãe solteira não por opção, mas, sim, por falta de um parceiro considerado ‘certo’, soa ultrapassada com as novas configurações e família nos dias de hoje.

O plano B que dá nome ao  título, apenas enfatiza o quão no fundo a personagem de Lopez estava despreparada para ser uma mãe solteira e necessita da presença de uma outra pessoa (no caso de Stan), para compensar a ausência de seu próprio pai na infância e sobrepor um modelo de família considerado por ela desestruturado.

Se no começo vemos uma mulher consciente de seus desejos e condizente com o perfil da mulher atual, no decorrer da história ela se converte em uma mulher carente e complexada com medo de ter um filho sozinha. Embora, a princípio é essa a ideia pensada por ela.

As atuações também são medianas nada que prejudique ou eleve a qualidade do filme que de modo geral é bem inconstante. O ponto alto do filme são os diálogos entre Zoe e Mona (Michaela Watkins), sua melhor amiga, mãe de quatro filhos e responsável pelas melhores sacadas em um roteiro bem fraco, No mais, “Plano B” desconstrói de maneira inverossímil e exagerada a ‘batalha’ de uma mulher que se propõe a ser mãe seja solteira ou acompanhada.

 *Paloma Ornelas é jornalista do site Laskakumbuka, e escreveu esta crítica à convite do Cinemmarte.

 

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