A Última Música

junho 9, 2010

 

por Paloma Ornelas* 

Mais uma entre tantas outras adaptações para o cinema baseadas em um romance de Nicholas Sparks, A Última Música(The Last Song), estreia desta sexta, 11, conta a história de Verônica ‘Ronnie’ Miller (Miley Cyrus), uma adolescente obrigada a trocar Nova York por uma cidadezinha praiana e passar o verão junto do pai e do irmão mais novo. Na transição entre a agitação da cidade e a rotina do interior, Ronnie conhece Will (Lian Hemsworth).

 A princípio eles não se dão bem, mas quando novos acontecimentos surgem Ronnie se depara com uma situação que muda sua perspectiva da cidade, do pai, do irmãozinho e do próprio amor. Sem fugir a regra Ronnie encarna bem os estereótipos tão comuns nessa idade. Obviamente, a mudança a contra gosto altera seu humor e ela se transforma numa verdadeira mala sem alça que atormenta o pai Steve (Greg Kinnear) e o irmãozinho Jonah (Bobby Coleman) por quase todo o verão.

Mesmo assim sendo uma rebelde sem causa (e vivendo de frente para a praia), o roteiro se preocupa em enfatizar o lado bom da menina que encara noites a frio a fim de salvar alguns ovos de tartaruga ameaçados por outro animal.  Para equilibrar a balança surge um Will doce e gentil diferente do que é retrato num primeiro momento.

A velha máxima de que opostos se atraem funciona como uma luva aqui. Dilemas já exaustivamente explorados como o relacionamento familiar norteiam boa parte do filme, no entanto, sua abordagem soa apelativa e repetitiva na mais antiga fórmula, filha rebelde briga com pai legal e implicava com irmão travesso.

Uma Miley Cyrus descabelada dá vida a Ronnie, sua interpretação não convence e reafirma a ideia de que seu talento para atuação está ligado diretamente à peruca loira de Hannah Montana, a gradativa mudança que a personagem sofre durante o filme se perde muito pela carência da atriz como a falta de uma boa direção, mas nada comparado ao Will de Lian Hemsworth, o rapaz é bonito, porém sua total falta de habilidade para atuar beira a canastrice.

Em contrapartida ao casalzinho protagonista, o espectador é brindado com as impecáveis atuações de Greg Kinnear (na medida) e do novato Bobby Coleman, o garotinho Jonah pinta e borda mostrando um talento promissor que engole todos no filme.

Ancorado na presença do Miley Cyrus no elenco e tendo a música como contexto da narrativa, A Última Música está mais para divertir os fãs da cantora (porque é isso o que ela é, cantora e não atriz), do que para um bom filme de drama familiar ou romântico. Depois dessa é hora de se perguntar se Nicholas Sparks não estaria perdendo a forma?

 *Paloma Ornelas é jornalista do site Laskakumbuka, e escreveu esta crítica à convite do Cinemmarte.

 

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Uma resposta to “A Última Música”

  1. Dulce said

    Não entendi o final da crítica. O que Nicholas Sparks tem a ver com isso? Ele é apenas o autor do livro, não o responsável pela adaptação ou má atuação do elenco, que é responsabilidade do diretor. Li “A última música” e achei o livro excelente, com certeza a forma continua a mesma!

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