Robin Hood

maio 10, 2010

 

por Janaina Pereira

 

Robin Hood, o herói que roubava dos ricos para dar aos pobres, tem sua história adaptada par o cinema há um século. Errol Flynn foi quem deu corpo e alma ao Robin que imaginamos geração após geração. Mas o meu Robin Hood sempre foi Kevin Costner, que em 1991 interpretou o personagem no filme Robin Hood, Príncipe dos Ladrões, grande sucesso de bilheteria da época.

Nesta quarta, dia 12, o Festival de Cannes, um dos mais conceituados do cinema mundial, abre justamente com a nova versão de Robin Hood, dessa vez sob as mãos da dupla Ridley Scott e Russel Crowe – que repetem aqui a bem-sucedida parceria do oscarizado Gladiador. Robin Hood, o filme, chega ao Brasil na sexta 14 de maio.

O longa de quase 2 horas e 30 minutos de duração desconstrói o mito e vai atrás do homem que existiu antes da lenda virar história. Repetindo as boas cenas de luta e de ação de Gladiador, Ridley Scott cria um herói meio perdido num mundo de guerras e ganância, mas fiel aos seus princípios. Já Russell Crowe, também repetindo a performance de Gladiador, investe em seu lado ogro para fazer um Robin Hood charmoso e rude, que sabe ser doce sem jamais perder a virilidade. Um Robin bem a cara de Russell, é bom frisar.

A trama mostra Robin Longstride (Russell Crowe), um soldado da infantaria rebelde e desalinhado, arqueiro hábil e leal ao rei Ricardo Coração de Leão (Danny Huston), que aproveita a morte do Rei para retornar à Inglaterra após as Cruzadas. Um acaso o coloca de posse da coroa do rei morto e da espada de um de seus cavaleiros, Robert Loxley, que ele promete devolver ao pai deste, Walter (o sueco Max von Sydow, sempre brilhante). Cabe a Longstride, se fazendo passar por Loxley, contar à rainha-mãe, Eleonor de Aquitânia (Eileen Atkins), sobre a morte de Coração de Leão, o que faz do fracote e despreparado John (Oscar Isaac) o novo Rei.

A devolução da espada deixa Robin em situação delicada: a pedido de Walter, ele continua se fazendo passar por seu filho. E, portanto, também por marido da viúva de Robert Loxley, Lady Marian (a cada vez mais esticada Cate Blanchett). Enquanto isso, o rei John, influenciado por seu supostamente leal escudeiro Godfrey (Mark Strong, repetindo a cara de mau de Sherlock Holmes), acaba deixando o reino fragilizado e sob a perspectiva de invasão francesa. É neste momento que a veia heroíca de Robin pulsa latentemente.

O filme traça um perfil bem diferente do personagem que estamos acostumados a adorar: Robin continua destemido e valente, mas longe de ser o ladrão famoso que o cinema sempre retratou. E se a ideia era essa – mostrar quem foi Robin antes de se tornar Hood – Scott atingiu seu objetivo perfeitamente.

Robin Hood pode não ser brilhante, mas é entretenimento da melhor qualidade. Parece uma história à moda antiga, grandiosa, bem ao estilo aventura épica. É cinemão puro para agradar a toda família, que traz de quebra o bom e (não tão) velho Russell Crowe em boa forma. E papel de homem másculo mas fofo é com Russell mesmo.

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