Zona Verde

abril 13, 2010

https://i1.wp.com/www.cinepop.com.br/cartazes/zonaverde_1.jpg


por Janaina Pereira

Se o Vietnã é a ferida sangrenta dos EUA, o Iraque é o calcanhar de Aquiles.  Filmes sobre os bastidores da Guerra contra este País começam a surgir, cada um tentando amenizar o estrago que os americanos fizeram. Mesmo com os cineastas independentes não conseguindo obter grandes retornos de bilheteria com No vale das sombras, Stop-loss – A lei da guerra e Entre irmãos, o tema acabou ganhando um impulso com os Oscars de Guerra ao Terror.

Agora, a primeira superprodução a bater de frente com o assunto chega aos cinemas nesta sexta, dia 16. Dessa vez, o diretor Paul Greengrass se une novamente ao ator Matt Damon – trabalharam juntos nos dois últimos – e bons! – episódios da trilogia Bourne: A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne – para dar a sua versão dos fatos.

Na verdade o filme Zona Verde (Green Zone) é uma adaptação do livro A vida imperial na cidade esmeralda, do repórter Rajiv Chadrasekaran, que foi escrito a partir de um relato feito nos bastidores do governo Bush. A história mostra porque o Governo não conseguiu encontrar armas de destruição em massa no Iraque e como se comportaram após a invasão de 2003.

Tudo isso é apresentado do ponto de vista do subtenente Roy Miller (Matt Damon), um personagem inspirado num oficial do Exército norte-americano na vida real, Richard Gonzalez, cuja Equipe de Exploração Móvel foi encarregada de procurar armas de destruição em massa (AMDs) durante a invasão.

Miller, cansado de ser enviado a missões que o levam do nada ao lugar nenhum, começa a desconfiar que há algum podre no exército americano – e este podre, claro, envolve o Pentágono, o Governo, e muitos poderosos que estão ao seu redor.

Greengrass, ex-jornalista, dá atenção ao roteiro – por isso mesmo seus filmes de ação se destacam, por terem sempre boas histórias. E em Zona Verde isso não é diferente. Apesar da trama ser trincada, ela é facilmente compreendida, sustentando o filme entre cenas de explosão e correrias. E ainda tem uma ótima cena em que o personagem de Damon dá uma `dura` em uma jornalista, num diálogo que serve como um grande tapa na cara da imprensa.

A atuação de Damon, aliás, merece destaque. Cada vez mais maduro, ele é outro ponto forte do longa. O ator, que não faz o típico galã, nem tem perfil de super herói, convence como o homem comum que tenta cumprir sua obrigação, mas que como soldado quer saber se aquela guerra vale mesmo a pena.

Longe de ser brilhante, Zona Verde é um filme correto, enxuto, sem papas na língua. E diante de tantos filmes fracos que vemos por aí, isso já está de bom tamanho.

Anúncios

Uma resposta to “Zona Verde”

  1. Oi Jana,

    Belíssima crítica. Ainda não vi o Guerra ao Terror, mas como previu o assunto será recorrente nas telonas. Espero que críticas a essa guerra absurda sejam bem representadas.

    Bjus!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: