Percy Jackson e o Ladrão de Raios

fevereiro 10, 2010

por Léo Francisco*

Não é a primeira vez que vemos a Fox Film apostando na adaptação de uma  franquia de livros de fantasia e aventura para conseguir se destacar nos cinemas como aconteceu com Harry Potter e Senhor dos Anéis. Desde o fim da saga de Frodo e com a proximidade do fim das aventuras do bruxinho, chega aos cinemas a primeira aventura da saga Percy Jackson e O Ladrão De Raios (Percy Jackson and The Lightning Thief), baseado nos livros do escritor Rick Riordan, professor de mitologia grega, que transformou as histórias que contava a seu filho em livros de romances, que conquistaram de milhões de fãs no mundo inteiro.
Para dirigir e produzir o primeiro longa da franquia, nada melhor do que Chris Columbus (diretor dos dois primeiros filmes da série Harry Potter e Esqueceram de Mim), que diferente da saga do bruxo traz as telonas um filme mais voltado para adolescentes, repleto de aventura, comédia, efeitos especiais e mergulhado na cultura pop atual.

Não posso me aprofundar muito sobre se o roteiro adaptado por Craig Titley (os dois filmes da série “Doze É Demais”) é ou não fiel ao livro, pois até o momento não tive a chance de conferir a obra, mas após assistir ao filme, a vontade de ler os livros da franquia aumentaram, pois o filme tem um bom ritmo, agradando a um público bem maior. Mas vale citar, que no filme o protagonista não tem doze anos, como no livro, ele está com dezessete anos, uma idade mais adequada para mostrar o relacionamento de Percy e Annabeth, a filha de Atenas.

Na história, os deuses da Mitologia Grega saem das páginas dos livros de Percy e entram em sua vida, pois ele descobre ser um semideus (metade humano), filho de Poseidon, deus dos mares. Ele acaba descobrindo tal novidade, quando é acusado por Zeus, rei de todos os deuses, de ter roubado o seu raio, a primeira e verdadeira arma de destruição em massa.

Percy terá que viver várias aventuras para resgatar sua mãe, Sally, uma humana, que está nas mãos de Hades, deus di submundo e irmão de Poseidon e Zeus, que também está a procura dos raios de Zeus.

Para viver o protagonista da trama, o jovem Percy Jackson, foi escalado o ator Logan Lerman (Os Indomáveis), que estreou nos cinemas interpretando o filho mais novo de Mel Gibson em O Patriota, um dos papeis de sua carreira que lhe rendeu indicações a vários prêmios. E assim como em outras franquias de sucesso, o Percy terá ao seu lado, dois amigos, o ator Brandon T. Jackson (Trovão Tropical) como o sátiro Grover, o protetor de Percy e Alexandra Daddario (Bereavement) como a semideusa Annabeth, filha de Atena, que se une a Percy e Grover em sua missão em busca do raio desaparecido. Vale citar, que dos três o único personagem que chega a incomodar na história é o de Brandon T. Jackson, que se destaca dos outros por tentar ser engraçado demais em momentos importantes da história.

E esse é um dos poucos pontos negativos da história, tentar ser engraçada demais em certos seguimentos e o exagero de cenas de cultura pop, como vemos na cenas na qual o trio se encontra em Las Vegas, mas nada que chegue a estragar o filme.

Um dos grandes destaque é a trilha sonora que mesmo moderna, se encaixa perfeitamente em algumas cenas que são apresentadas e também os efeitos apresentados tanto na cena da batalha contra a hidra, como também na cena da batalha final.

Longe de ser uma produção grandiosa ao estilo de O Senhor dos Anéis, o filme Percy Jackson E O Ladrão De Raios consegue apresentar uma aventura contemporânea com muitas informações sobre a mitologia Grega, trazendo uma mensagem sobre a importância da família e da amizade, que agradará e conquistará muitos fãs. Se o filme terá seus outros volumes adaptados para os cinemas, só o tempo dirá, mas com certeza a Fox tem em mãos uma franquia que se for bem trabalhada e concertarem os pequenos erros do primeiro filme, pode dar certo e se destacar. Resta apenas apostar e não abandonar com os primeiros tropeços, como aconteceu com As Crônicas de Nárnia (Disney), Os Seis Signos de Luz(Fox), Eragon (Fox) e Desventuras em Série (Paramount).
 

* Léo Francisco é editor do Planeta Disney e Pipoca Combo e escreveu esta crítica à convite do Cinemmarte.

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