Lua Nova

novembro 20, 2009

por Janis Lyn*

Há 11 meses, quando comecei a ler a quadrilogia vampirística da Stephanie Meyer, fiquei encantada com a intensidade dos personagens criados pela autora que, mesmo fictício, nos faz sentir como algo possível e próximo. Isso porque ela conduz a história de forma envolvente e única, com situações que todo mundo já viveu, ou vai viver um dia.

Desde então eu já sabia: seria impossível captar a energia dos livros e o mesmo envolvimento com os personagens nas adaptações para o cinema. Começou com  Crepúsculo, que foi feito de forma independente, pois não sabiam se ia fazer sucesso ou não.

Como virou uma febre, a produção da segunda parte,  Lua Nova, foi totalmente diferente e melhor, é claro. Hoje fui ao cinema conferir como ficou o filme (em meio a histéricas e alucinadas fãs).

A história todos já sabem: Edward abandona Bella para seu próprio bem, depois dela ser quase atacada por Jasper, irmão dele. Em depressão, ela se aproxima de seu amigo Jacob, que logo se transforma em lobo e Bella se vê num mundo totalmente diferente dos vampiros, que é o que ela estava acostumada.

Muitas cenas foram cortadas e muitas foram 100% fiéis ao livro. Foi bem balanceado. Achei um pouco exagerada a forma que Edward fica porpurinado quando aparece ao sol, sendo que no primeiro filme é bem discreto. Este exagero chegou a ficar estranho.

Impressionante como Taylor Lautner (Jacob) mudou pra conseguir ficar com o papel. Mesmo que pessoalmente, como conferi na coletiva de imprensa, ele não seja tudo isso. O Robert Pattinson (Edward) mal aparece no filme – ele aparece bem mais do que no livro – mas arranjaram uma forma diferente dele aparecer, mesmo que não seja fisicamente (quem leu sabe do que estou falando). Esta mudança eu gostei. Kristen Stewart(Bella) está sem sal e não tem nenhuma cena de destaque.

Em suma, o filme é feito para fãs que leram o livro. Quem não conhece a história pode ficar um pouco perdido com a rapidez que as coisas acontecem e se explicam. Pois nas 2h10 de duração muita coisa ficou de fora, o que é normal em adaptações.

O final do filme é direto e reto, deixando um gosto de quero mais para  Eclipse, que estréia na metade do ano que vem. Agora só nos resta aguardar.

* Janis Lyn é jornalista, autora do blog Diário de uma foca em crise e escreveu esta crítica a convite do Cinemmarte.

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