Mostra de SP 2009: Ricky

novembro 1, 2009

ricky

por Janaina Pereira

O realismo fantástico, tão comum em livros, nem sempre é bem recebido no cinema. O espectador, nornalmente, espera histórias verossímeis nas quais ele possa se identificar. Por isso, é preciso mente aberta para ver Ricky, de François Ozón, em exibição na Mostra de SP.

O filme, aparentemente simplório, guarda uma surpesa que pode desagradar a muitos, mas deve ser vista com a mesma poesia que Ozon colocou na história.

Acompanhamos a  operária Katie (Alexandra Lamy), uma mulher que vive com a filha pequena depois do abandono do marido. Na fábrica em que trabalha, conhece o simpático espanhol Paco (Sergi López) e passam a viver juntos até que ela engravida.

 A chegada do bebê Ricky desestrutura o casal. Paco vai embora quando a mulher o acusa de maltratar o bebê, que aparece com machucados no corpo. Mas não se trata de uma marca comum de maltratos. Ricky é uma criança especial, e Katie terá que conviver com isso.

Com um argumento um tanto arriscado,  Ozón trata o bizarro com delicadeza, fazendo um longa que coloca o amor de mãe – único e incondicional – como o foco das atenções. Mais do que ter um filho diferente, é o modo como Katie o trata que faz a diferença. E quem consegue enxergar isso se encanta com Ricky, um filme de poesia singular.

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