Top 5 Festival do Rio

outubro 9, 2009

campanelladarin

por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Foram 15 dias entre cinemas, filas, rolos que chegaram atrasados, gerentes que não deixavam a gente entrar no começo da sessão, Tarantino que não veio e mais de 300 filmes. Assisti 45. Nenhum recorde, mas vamos combinar que ver, escrever, entrevistar, pegar sol, chuva, vento e ainda ser feliz com tudo isso, não é para qualquer um. Uma verdadeira maratona – já estou pronta para as Olimpíadas de 2016.

O Festival do Rio é isso aí: gente feliz, bronzeada, esperta furando fila e mais esperta ainda aproveitando filmes que passam antes aqui. Um luxo. Tudo bem que muita gente reclamou que Tarantino não veio… mas e daí? Não veio e ficou sem saber o que perdeu! Melhor para Marc Webb e Juan José Campanella, que vieram e se deram bem: com simpatia e carisma, conquistaram público e crítica – eu que o diga, fofos os dois!

Mas não é hora de lamentar e sim de comemorar, é claro, a sua companhia, querido leitor, que conferiu aqui em nosso blog o que rolava no Festival do Rio 2009. Muito bom saber que tanta gente veio, viu e gostou do que fizemos nestes longos dias. E para não deixar vocês na mão, aí vão os melhores e piores do Festival, que já vale como uma retrospectiva desses dias em que o cinema foi a grande estrela carioca – e não a praia, como de costume, né?

Para quem for aproveitar a repescagem, é bom ficar de olho no que vale a pena ver. E como não gosto de despedidas, vou dar um até logo. Porque, quem sabe, a gente se encontra em outro Festival por aí. Ou no Rio mesmo, em 2010.

Obrigada a equipe de imprensa do Festival do Rio – Lilian, Flávio, Françoise, Léo, Paulo – pela ajuda nos eventos, cabines e entrevistas; à Renata Cajado e galera da Fox pelo convite para entrevistar Marc Webb; à Cecília Morais e à Paramount pelo convite para a coletiva do Quentin Tarantino (mesmo ele não vindo, a gente fica feliz por ser lembrado); ao Maneco Silveira e Europa Filmes pelo convite para a sessão especial de Embarque Imediato; a todos os assessores de distribuidoras pela ajuda nas informações fundamentais para as pautas do blog; à equipe do Pipoca Combo, liderada pelo Arthur Melo, e ao Vírgula, pela confiança; ao apoio paulistano do Léo Francisco, do Universo Animado, e aos fiéis leitores desse blog.

Hasta la vista, baby!

 

Top 5 Melhores

1 – O Segredo dos seus Olhos o filme de Juan José Campanella (O Filho da Noiva) tem drama, comédia, suspense e romance na medida certa, com roteiro e direção impecáveis. E ainda a brilhante atuação de Ricardo Darín como o funcionário do Tribunal de Justiça que entra a fundo na investigação de um assassinato e, 25 anos depois, tenta retomar sua vida ao mesmo tempo em que escreve um romance. O melhor de todos.

2 – Mommo o diretor Atalay Tasdiken estreia no cinema com a sensível história de dois irmãos que lutam para não se separar após a morte da mãe e o abandono do pai. Um filme emocionado e emocionante e um dos destaques da Mostra da Turquia.

3- The Burning Plain o roteirista Guillermo Ariaga arrasa na estreia como diretor, trazendo Charlize Theron e Kim Basinger (foto) na trama sobre quatro mulheres que tentam resolver suas vidas. Cheio de boas sacadas na história, trilha inspirada e um final apoteótico, em que a montagem dá show. Perfeito.

4 – A Caixa de Pandora mais um filme arrebatador da Mostra da Turquia. A trama fala sobre a velhice, a morte e as complicadas relações familiares. O diretor Yesim Ustaoglu faz uma interessante contraposição entre as paisagens rurais e urbanas, sendo que em ambas predomina um registro seco e opressivo. Arrancou lágrimas e aplausos.

5 – (500) Dias com Ela o primeiro longa de Marc Webb é uma comédia romântica às avessas: o mocinho se apaixona pela mocinha, ficam juntos, se divertem, mas ela não gosta dele. E fala na cara, sem dó nem piedade. Cruel, verdadeiro e com uma das melhores trilhas sonoras do cinema. O filme fofo do Festival.

Menção Honrosa: Distrito 9 o gênero ficção científica ganhar um novo contexto a partir de agora. Inteligente e interessante, o longa dirigido pelo o jovem sul-africano Neill Blomkamp e produzido por Peter Jackson narra a história de extraterrestres que invadiram a Terra com ose fosse um documentário, abordando o preconceito entre humanos e alinígenas tal como vimos, em tempos recentes, na Áfirca do Sul. O filme do ano.

Top 5 Piores

1 – Insolação Daniela Thomas e Felipe Hisch dirigem uma história sem pé nem cabeça. Bizarro.

2 – Como desenhar círculos perfeitos Só o título presta. Roteiro mal escrito, direção pretenciosa, atores ruins, um engodo.

3 – A próxima estação mestre Solanas faz um documentário histórico sobre a privatização do sistema ferroviário argentino. Bom para eles, para nós… sonolento.

4 – O dia da transa – o filme começa engraçado e acaba enfadonho. A típica piada que ninguém ri no final.

5 – Jericó não é de todo ruim, mas o remake O destino bate à sua porta, com Jack Nicholson e Jessica Lange, é muito melhor. Aí, já era, dançou.

Menção honrosa: Natimorto a história é legal, mas Lourenço Mutarelli deveria continuar só como quadrinista, pois como ator ele é um fiasco.

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