Os Gracies vão ao cinema

outubro 8, 2009

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por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Victor César Bota revela que não pratica vale tudo porque ‘não gosta de apanhar’. Mas, ainda assim, é dele o roteiro e a direção de Os Gracies eo Nascimento do Vale Tudo, um dos destaques do Festival do Rio.

Bota veio de Nova Iorque, onde reside, especialmente para o Festival. No documentário sobre a família Gracie, criador do estilo brasileiro de jiu-jitsu e torneios de vale-tudo, ele mostra a trajetória e evolução do esporte a partir do núcleo familiar.

Para quem não conhece a história do clã, vamos auma introdução: em 1914, Carlos Gracie, um brasileiro franzino, aprendeu os segredos do jiu-jitsu, arte marcial proibida, desenvolvida ao longo dos séculos por guerreiros japoneses e para seu uso exclusivo.

Com 47 faixas pretas, centenas de títulos mundiais e, após quase um século, a família Gracie continua lutando com o mesmo e único objetivo: provar que suas técnicas de luta são as mais eficientes do que qualquer outra no mundo, transformando-os em uma das famílias mais importantes de atletas na atualidade. Das academias às ruas e às praias, o filme revela e explica ao espectador as origens humildes e a dinâmica familiar pouco comum deste clã de campeões.

Os Gracies eo Nascimento do Vale Tudo ainda documenta o progresso dessa família e o conflito entre os descendentes dos irmãos, Carlos e Hélio Gracie, seus exércitos de lutadores campeões, o enorme global business que criaram e relata histórias pessoais dos personagens mais lendários da família: Carlson, o lutador forte que rompeu com a família; Rolls, o herói trágico; Rorion, o empresário inescrupuloso; Royce, o novato e notável; Rickson, o campeão invencível, e Renzo, o reconciliador.

Em entrevista exclusiva, Bota revela que conheceu na infância Renzo Gracie e por achar interessante o universo da família, resolveu produzir o documentário.

“Um dia, em Nova Iorque, conversando com um amigo que lutava na academia Gracie, surgiu a idéia de fazer um filme sobre ele e ai acabou virando um filme sobre a família toda. Não sabia nada de jiu-jitsu, aprendi a história do esporte com a família”, diz.

O documentário foi exibido pela primeira vez no Festival do Rio e ainda não tem data para ser lançado. Mas, pela receptividade do público, já é um sucesso.

“A plateia aplaudiu de pé na primeira sessão do Festival, foi fantástico. Acho que todo mundo curtiu porque eu foco em assuntos mais familiares. É praticamente só sobre os assuntos deles, mais do que só sobre o jiu-jitsu.”

Bota informa que o documentário ainda passará por uma nova edição de som e 0utras finalizações antes de ser exibido em circuito. A finalização feita agora foi especialmente para o Festival. “Queria lançar no Rio”, revela, acrescentando que a família Gracie já viu o filme.

“Houve comentários, mas ninguém reclamou muito porque são eles quem contam a história. As pessoas estavam querendo falar e expor a verdade. Com certeza tem gente da família que não fica muito satisfeita, mas tinha que ser jornalístico, imparcial e foi o que eu fiz.”

Sobre o sucesso dos Gracie, ele é taxativo: os problemas familiares ajudaram no crescimento dos membros do clã no esporte. “Há uma competição entre eles, querendo superar uns aos outros. E assim eles ajudaram o jiu-jitsu a crescer.”

Foto: Bruna Barbosa

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