Festival do Rio 2009: Bastardos Inglórios

outubro 6, 2009

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por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

Quentin Tarantino não vem mas o seu filme Bastardos Inglórios tem pré-estreia nesta quarta, dia 7, no Festival do Rio, várias sessões na quinta, 8, e estreia nacional na sexta, 9. Ou seja, Tarantino estará, de alguma forma, pertinho de você.

E o filme, é bom ou não é? É. Não na primeira uma hora, massante e massacrante, cansativa, lenta, de dormir. Cenas que podem ser concluídas em cinco minutos se arrastam por vinte, praticamente a eternidade. Mas resista, resista que vale a pena. Na uma hora e meia seguinte o filme vira Tarantino de verdade, com sangue, suor e balas.

A história é bastante original: nos primeiros anos da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus (Melanie Laurent, a loira da vez do cineasta) testemunha a execução da sua família mãos do coronel nazista Hans Landa (Christopher Waltz, brilhante, vencedor do prêmio de melhor ator em Cannes este ano). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema.

Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine ( Brad Pitt, em boa, mas curta atuação) orgazina um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger, a outra loira da vez) em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.

Ao contrário de Sam Mendes e Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino não se reinventou. A princípio, Bastardos Inglórios induz a isso, mas não caia nessa história. Tarantino continua pop, sanguinário, fazendo malabarismos com armas, balas e uma trilha sonora que combina com tudo. A sequência do cinema é espetacular, e exatamente o que se espera dele.

No final das contas, Bastardos Inglórios nos dá a chance de ver que Tarantino é capaz de fazer sua própria guerra com maestria. Ele continua o mesmo, talvez menos experimental do que em Pulp Fiction ou Kill Bill, mas com bala na agulha e sangue nas veias. Ainda bem.

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