Brasil x Turquia: dia de clássicos no Festival do Rio

outubro 4, 2009

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por Janaina Pereira, do Rio de Janeiro

A chuva voltou com força no Rio, mas nem ela impede de curtir o melhor do cinema. Hoje foi um dia de apostas certeiras, e dois nomes despontam como grandes revelações do Festival: o brasileiro Paulo Halm e o turco Atalay Tasdiken apresentaram seus – excelentes –  filmes de estreia e causaram enorme entusiasmo. Que sensação boa assistir à produções que realmente valem a pena. Vamos aos comentários!

Comecei o dia no Cine Odeon lotado para ver História de amor duram apenas 90 minutos, a estreia do roteirista Paulo Halm – de Guerra de Canudos e Pequeno Dicionário Amoroso, dois filmes maravilhosos – como diretor. O filme traz Caio Blat inspiradíssimo interpretando um jovem escritor frustrado que não consegue terminar seu livro. Um belo dia ele vê sua esposa e uma amiga juntas e passa a ter certeza que as duas têm um caso.

História de amor … é divertido, dinâmico, despretencioso e redondinho, típico filme que ganha o público com sua linguagem interativa, que fala de igual para igual com o espectador. É, disparado, o melhor filme brasileiro, até agora, neste Festival. Ponto para Halm, que bate um bolão como roteirista e não inventou como diretor: fez o que tinha que ser feito com muita leveza, ganhando facilmente a empatia do público.

No meio da tarde chuvosa curti When you´re strange, o documentário de Tom Dicillo, com narração de Johnny Depp, sobre o The Doors, uma das minhas bandas favoritas. Juntando imagens inéditas de Jim Morrison e companhia, pontuado com o melhor do repertório maravilhoso do grupo, o filme não mostra nada que os fãs já não saiba sobre a vida e a morte de Jim.

Preciso ressaltar, porém, que há cenas de Morrison em nu frontal, um deleite para as mulheres que lotavam a sala dois do Espaço de Cinema em Botafogo. Foi minha primeira sessão completamente lotada – nem Almodóvar conseguiu tal proeza. Como perdi os outros filmes sobre música – O poder do soul e A todo volume – assistir When you´re strange foi a minha redenção.

E a noite chegou trazendo meu novo queridinho no Festival: Mommo, filme turco que marca a estreia de Atalay Tasdiken no cinema. A história dos pequenos irmãos que, após a morte da mãe e o abandono do pai, apoiam-se um no outro para continuar seguindo com suas vidas é uma das coisas mais belas que já vi na minha vida cinematográfica.

Comovente, singelo, amoroso, fofo, Mommo  é de cortar o coração e arrancar lágrimas, como aconteceu nesta noite com a pequena plateia da sala três do Espaço de Cinema, que aplaudiu fervorasamente o diretor, presente na exibição. É, disparado, ao lado do meu queridão O segredo dos seus olhos, o melhor filme do Festival. Para ver, rever, chorar mil vezes e aplaudir de pé.

No duelo entre Brasil e Turquia, os turcos ganharam aos 45 minutos do segundo tempo. Foi um jogão.

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