O Exterminador do Futuro: A Salvação

junho 3, 2009

terminator 4

por Janaina Pereira

Adoro ficção científica e sou da geração que viu o futuro apocalíptico nos cinemas – e por isso tenho Blade Runner e O Exterminador do Futuro como alguns dos filmes mais marcantes da minha vida. Sou de uma época em que não se acreditava que o ano 2000 chegaria, o computador era o máximo da modernidade e o futuro seria sombrio.

O Exterminador do Futuro simboliza tudo isso: o primeiro, lá de 1984, mostra um dos argumentos mais criativos do cinema – num futuro próximo, todos os humanos serão eliminados do planeta e as máquinas dominarão o mundo. Mas um homem, John Connor, lidera a resistência contra as máquinas.

Para acabar com ele, a Skynet – que cria os Exterminadores – envia um modelo ao passado para matar aquela que será a mãe de John – Sarah. A Resistência, no entanto, manda um homem, Kyle Reese, para protege-la. E assim Kyle conhece Sarah e nosso futuro está garantido – e da franquia também.

Finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta sexta, dia 5, O Exterminador do Futuro: A Salvação, dirigido pelo McG. O filme traz referências aos outros da série (a antológica foto de Sarah Connor, as fitas que ela deixou gravadas para o filho, Connor andando de moto, Schwarzenegger e, o mais legal, a música do Guns’n Roses), mas não atrapalha se você não viu nada – ou não viu tudo. Para os fãs, alguns vão dizer que o final é piegas, mas outros, como eu, vão embarcar nas duas horas de aventura.

Já começa pela abertura apoteótica e deslumbrante, a trilha contagiante e muita força visual – fotografia e direção de arte impecáveis. A montagem e a edição também se destacam , o que torna o filme, tecnicamente, muito bem feito. É ação pura, sem muito blábláblá.

O ano é o pós-apocalíptico 2018. Christian Bale dá corpo e alma a John Connor, o homem destinado a liderar a resistência humana contra a Skynet e seu exército de Exterminadores. Mas o futuro no qual Connor foi criado para acreditar é parcialmente alterado pela chegada de um estranho cuja última memória é a de estar no corredor da morte: Marcus Wright (Sam Worthington).

Para quem não quer saber mais detalhes do filme, é melhor parar a leitura por aqui. O Exterminador do Futuro: A Salvação é bom pra caramba, daqueles que fazem a gente esquecer a hora e, quando acaba, dá vontade de ver de novo. E de novo. E de novo.

Cuidado! Spoiler

Mas, se você seguiu na leitura, vamos lá: Connor precisa determinar se deve ou não confiar em Marcus – porque Marcus é um ciborgue programado para se infiltrar entre os resistentes, e matar Kyle Reese – ainda jovem – e o próprio Connor. A questão é que Marcus não sabia exatamente quem era, e acaba ganhando a confiança de nosso salvador.

Enquanto isso, a Skynet prepara seu massacre final. Connor e Marcus embarcam numa odisséia que os levará até o centro das operações da Skynet, e ali se decide o futuro e o passado da humanidade. O final – com o coração de Marcus salvando a vida de Connor – pode não ser digno do filme e da série, mas abre espaço para um novo capítulo da franquia.

O original – que vazou na internet e por isso foi modificado – mostrava a morte de Connor, e o ‘reaproveitamento’ de sua pele na máquina Marcus. Seria bem interessante, no fim de tudo, saber que John Connor morreu para nos salvar e virou ciborgue. Mas o que temos agora é John vivo, com coração forte, coração de exterminador, é verdade, mas vivo.

O Exterminador do Futuro: A Salvação honra a série, e se redime do fracasso que foi o terceiro episódio. Não tem o clima apocalíptico do primeiro, nem a revolução tecnológica do segundo, mas tem a essência de uma das histórias mais brilhantes que o cinema já contou. Embarque nesta viagem no tempo e aproveite.

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Uma resposta to “O Exterminador do Futuro: A Salvação”

  1. franci23 said

    Eu participo da era que você citou e vi todos o Exterminadores e para ser sincero gostei de todos mas estava meio com o pé atrás com este por causa da falta do Arnold, pois ele é o principal modelo de robôs da historia do filme já que tem ligações pessoais com o Connors, mas já que você falou que tem citações a ele então vou assistir.

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