Entrevista: equipe do filme Budapeste

maio 19, 2009

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Por Janaina Pereira

Um espelho quebrado. É assim que o diretor Walter Carvalho vê seu filme, Budapeste. Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, ao lado da roteirista Rita Buzzar e dos atores Leonardo Medeiros, Gabriela Hamoni e Giovanna Antonelli, Carvalho afirmou que, pelo fato do personagem principal estar divido entre duas mulheres e duas cidades, a imagem de um espelho quebrado foi sua inspiração. “Trabalhei o universo de um espelho quebrado, com duas visões da mesma pessoa”, disse.

A expectativa em relação ao longa é grande. Lançado com 80 cópias, Budapeste – adaptação do livro homônimo de Chico Buarque – traz Leonardo Medeiros no papel do ghost-writer Costa, dividido entre uma vida no Rio e outra na cidade húngara. O ator, no entanto, não aprendeu húngaro para fazer o personagem.

“Mergulhei nas falas do personagem e tinha um alfabeto próprio para fazer as cenas. O húngaro é uma língua poética, de construções invertidas. Até tentei aprender, mas não consegui. Mas este conflito lingüístico é a própria natureza do filme. O curioso é que eu faço um personagem que fala duas línguas que não domino: o carioca e o húngaro. E eu terminei o filme sem saber falar nenhuma delas”, brincou o ator.

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A atriz húngara Gabriela Hamoni, que conheceu Medeiros durante a primeira cena que fizeram juntos – exatamente como aparece no filme – leu o livro antes de ser chamada para fazer parte do longa, e identificou no texto muitos clichês sobre a Hungria. Ela apontou este como o principal motivo da obra de Chico Buarque não ter feito tanto sucesso no país.

Gabriela ainda se mostrou conhecedora do cinema brasileiro, pelo menos de filmes recentes – assistiu Cidade de Deus – e assim como Medeiros identificou poesia na língua húngara, ela ouviu musicalidade nas palavras ditas em português.

Já a atriz Giovanna Antonelli, que vive Vanda,  a esposa brasileira de Costa, se encantou com o lado lúdico do filme e disse que quando leu o livro, chegou a se perguntar qual a veracidade daquelas histórias para o personagem principal. “Será que Costa viveu aquilo mesmo? Não sei. Mas é bom trabalhar com o imaginário. Se a gente perde o lúdico, não vive”, afirmou.

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A roteirista Rita Buzzar concordou com o ponta de vista de Giovanna. “Budapeste, o filme, parece um sonho, e quisemos passar isso. É o imaginário e o real, pois o livro fala justamente de sonhos.”

O filme Budapeste  é uma co-produção Brasil, Hungria e Portugal e entra em cartaz nesta sexta, 22. Seu lançamento internacional ainda não tem data prevista.

Fotos: Janaina Pereira

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