Budapeste

maio 18, 2009

budapeste-poster01

 Por Janaina Pereira

Budapeste, a fria cidade européia com suas cores neutras, e Rio de Janeiro, com tons vibrantes e um calor intenso, são os cenários do novo filme de Walter Carvalho, Budapeste, que estreia nesta sexta, 22. Baseado no livro de Chico Buarque, a produção chega para dividir os corações apaixonados pela obra de Chico.

Há os que leram o livro e vão odiar o filme; os que gostam do livro e vão gostar do filme também; os que não gostam do livro nem vão querer assistir ao filme; e os que não leram o livro – como eu – mas ficaram curiosos após ver o filme. Ou seja: o que não falta é público para agradar – ou desagradar.

A história gira em torno de Costa (Leonardo Medeiros), um ghostwriter (escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo) que vive um casamento infeliz com a apresentadora de telejornal Vanda (Giovanna Antonelli). Em uma escala não planejada em Budapeste, Costa se apaixonada pelo idioma da cidade, e resolve aprendê-lo. Em uma livraria conhece Kriska (Gabriella Hármoni), que vai lhe ensinar o idioma e dar um novo sentido para sua vida.

Dividido entre duas mulheres e duas cidades, Costa acaba se fixando em Budapeste, onde constrói uma vida e adota o nome de Zsoze Kósta. Mas se adaptar a esta nova realidade não é tão simples. O passado ronda seus pensamentos, e ele tem que escolher um lugar – e uma mulher. Costa resolve, então, sair do anonimato e começa a escrever seu próprio livro.

A dupla vida do personagem se mostra confusa em diversas partes do filme. Não fica muito claro como e quando Costa vai a Budapeste pela primeira vez, nem o que é realidade ou imaginação na vida do ghostwriter. O roteiro de Rita Buzzar simplifica demais algo que poderia render uma bela história de amor entre um homem, duas mulheres e duas cidades, diferentes pela linguagem, pela aparência e pelos sentimentos.

Por tentar sintetizar algo tão complexo, Budapeste perde em ritmo e essência. E deixa uma vontade enorme de ler o livro para saber, afinal de contas, o que Chico Buarque quis dizer com tudo isso.

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Uma resposta to “Budapeste”

  1. Danielly said

    Agora fiquei curiosa para ler o livro =)

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