Eu te amo, cara

abril 24, 2009

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Por Janaina Pereira

Sabe aquele filme que você não dá nada por ele e, de repente, se vê completamente envolvido com a história (e ainda rindo de tudo que está vendo)? Este é o caso de Eu te amo, cara (I love you, man – EUA, 2008), que estreia hoje. O filme é um exemplar perfeito da “comédia do constrangimento”, em que a narrativa gira em torno de um protagonista envolvido em situações construídas apenas para embaraçá-lo.

Depois de anos de um namoro atrás do outro, o corretor imobiliário Peter Klaven (Paul Rudd) descobre que a falta de amizades masculinas preocupa sua noiva, Zooey (Rashida Jones). Com a ajuda do irmão gay e da mãe superprotetora, Peter inicia uma busca desesperada por um amigo, que também será seu padrinho de casamento. Claro que os encontros geram momentos inusitados (e hilários), como despertar a paixão de outros homens e ter um senhor de 87 anos como única companhia para um café.

Em uma visitação imobiliária – em que tenta vender a casa do Incrível Hulk Lou Ferrigno (sim, ele mesmo, o do seriado de TV) Peter conhece o carismático Sydney Fife (Jason Segel). Os dois acabam criando um vínculo que ensina Peter algo que ele desconhece: o verdadeiro significado da amizade entre homens. Mas isso também ameaça sua relação com Zooey, afinal, que mulher aceita pacificamente ser ‘trocada’ pelo melhor amigo?

O filme dá certo porque o roteiro foge dos clichês – o homossexualismo não é motivo de piada de mau gosto, os personagens não são caricatos e o objeto do desejo do protagonista não é a mocinha, e sim um amigo. Com criatividade, os roteiristas John Hamburg (que também dirige o filme) e Larry Levin conseguem fazer uma comédia romântica às avessas, mostrando como homens e mulheres são diferentes em seus relacionamentos com os amigos, e não em relacionamentos amorosos como vemos em tantos filmes por aí.

O elenco é outro ponto forte, com destaque para o entrosamento entre Rudd e Segel, que constroem seus personagens sem o menor pudor. Enquanto o Peter de Rudd é sensível, bonzinho e simpático (o que poderia soar como um ‘gay enrustido’, que ele não é e nem transparece ser), o Sydney de Segel é bruto, desbocado e ‘sem noção’ (o que poderia soar como o típico machista, que ele também não é e não insinua ser). Graças aos dois, o momento em que o título do filme é pronunciado por eles não tem nada de piegas ou bizarro, tornando-se, inclusive, uma cumplicidade única entre os personagens e os atores (bem ao estilo do que é uma amizade entre homens).

Eu te amo, cara é diversão garantida e um fôlego novo ao gênero que anda tão massacrado por piadinhas forçadas e roteiros infames. Uma prova de que ainda existe vida inteligente no mundo da comédia.


I love you, man
Direção: John Hamburg
Roteiro: John Hamburg e Larry Levin
Gênero: Comédia
Elenco: Rashida Jones, Jon Favreau, J.K. Simmons, Paul Rudd, Thomas Lennon, Jaime Pressly, Jason Segel, Jane Curtin, Andy Samberg, Sarah Burns

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Uma resposta to “Eu te amo, cara”

  1. JOÃO PAULO said

    NOSSA, O FILME É BOM MESMO, AS PERSONAGENS SÃO MUITO CATIVANTES E A HIST´RIA É MUITO DIVERTIDA,SEM PRECONCEITOS E FEITO PRA TODA FAMÍLIA. GENIAL!

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